Moradores reclamam de falta de infraestrutura

Moradores do loteamento Glebas Natalinas enfrentam dificuldades causadas pela má conservação de ruas, calçadas e localização de postes em diversas vias. Segundo a comissão de moradores do bairro, os problemas se arrastam há 50 anos. A prefeitura, que iniciou o trabalho de pavimentação da região, disse que a readequação de todas as vias exigiria o investimento de recursos inexistentes.

Vivendo no bairro há 25 anos, o autônomo Luis Fernando Guerreiro, presidente da comissão de moradores, diz que já solicitou ao poder público a melhoria do sistema de iluminação da região. “Para regularizar isso, a CPFL quer que os moradores paguem. Eles estão cobrando R$ 4 mil por poste. Calculamos em R$ 30 mil o custo total para sanar o problema”, diz. Luis mostrou à reportagem os problemas para trafegar pelas vias do local, que tem ruas esburacadas e bocas de lobos entupidas. “Nós pagamos impostos caros e estamos abandonados”. Ele ainda relata os sufocos em dias de chuva. “Quando chove, falta energia e volta com sobrecarga. Tudo o que estiver na tomada estoura.” No início deste ano, foram iniciadas obras para pavimentação de várias vias no bairro, financiadas por meio de parceria entre a prefeitura, Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Apesar do custo orçado em R$ 1,7 milhão, a obra não agradou muitos moradores. “Ao invés de readequarem os postes ao projeto, estão mexendo no projeto para contornar os problemas estruturais”, reclama o vendedor Antonio Ricardo Duarte. O morador da rua Paulo Cesar Rasera chegou a colocar o carro em cima da calçada para impedir alterações na fachada da sua residência. “Fizeram uma calçada de um lado medindo mais de 2 metros e queriam fazer igual do outro lado, onde fica minha casa. Para fazer isso, parte do meu terreno seria invadido. Após eu reclamar, eles pararam de trabalhar aqui”, relata.

Questionada sobres os problemas no bairro,a Prefeitura de Piracicaba disse que a largura pequena das vias do loteamento impede a regularização de todo o bairro como proposto.

Ainda segundo a administração, os benefícios alcançados com as alterações (que exigiriam, além do remanejamento dos postes, inúmeras desapropriações e vultuoso investimento de recursos que hoje inexistem) seriam pequenos.