Morre Cézario Ferrari, sóciofundador do Grupo Bom Jesus

O empresário piracicabano Cezário de Campos Ferrari faleceu no último sábado (21), aos 77 anos. Sócio-fundador do Grupo Bom Jesus Assistência Funeral desde 1970, ele era referência na área e atuava como diretor da Abredif (Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário) e do Sindicato dos Funerários do Estado de São Paulo. O empresário também foi diretor da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba e durante mais de 20 anos fez parte da diretoria da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba).
 
De acordo com o sócio Luiz Carlos Longatto, Ferrari faleceu às 20h do sábado devido a complicações causadas por uma insuficiência renal. Longatto destacou a atuação do amigo em vários setores da sociedade, de professor a empresário. “Ele era o mais antigo diretor funerário do Estado de São Paulo”, destacou o empresário, acrescentando que quando Ferrari nasceu, o seu pai, Alfredo Ferrari, já possuía uma funerária na rua Moraes Barros. Devido à importância e conhecimento na cidade, Longatto sugeriu que o velório de Ferrari fosse realizado no Salão Nobre da Câmara de Vereadores. O sepultamento ocorreu no Cemitério da Saudade, no domingo (22), às 16h. 
 
Sérgio Furtuoso,que atuou com Ferrari na Acipi, lembra do humor inteligente, raciocínio rápido e a forma educada como Ferrari tratava a todos. “Sua primeira formação acadêmica era serviço social, por isso ele tinha essa maneira diferente de tratar as pessoas e também de lidar com a morte”, destacou. “Tive o privilégio de mais de 20 anos conviver e desfrutar de sua grande contribuição para a cidade”, acrescentou Furtuoso. 
 
 
PAIXÃO — Corinthiano de coração, Ferrari foi homenageado com a bandeira do time de coração cobrindo o seu caixão, uma lembrança dos amigos que sabiam da sua paixão. Ferrari também era voluntário e apoiava obras assistenciais e ações culturais em Piracicaba.
 
O presidente da Acipi, Paulo Roberto Checoli, destacou as qualidades profissionais e pessoais do ex-diretor. “ Era um homem lutador e batalhador, disposto a ajudar as pessoas sempre que procurado”, afirmou.
 
O delegado de Polícia Civil, João Batista Camargo, disse que era muito culto e inteligente. “Integrante de várias entidades, sem dúvida, era uma pessoa que ajudava a todos sem ver a quem, simplesmente um ser humano maravilhoso, um ícone folclórico.”
 
Ferrari deixou a esposa Vera Cuch e os enteados Juliano, Bianca, Giovana, Carlos e Alex, além de parentes e amigos.