Mortes no trânsito caem 47% no 1º trimestre de 2018

O número de mortes no trânsito foi menor no primeiro trimestre de 2018 ante o mesmo período do ano passado. Este ano, foram registrados 10 óbitos contra 19 em 2017, uma redução de 47%. Os números fazem parte do levantamento do Infosiga SP, sistema do Governo de São Paulo que divulga mensalmente dados sobre acidentes de trânsito no Estado. Na comparação mensal, o estudo revelou, também, queda de 50% nas mortes em março, saindo de seis ôbitos em março de 2017 para três óbitos neste ano.
 
Para o secretário de Trânsito e Transportes (Semuttran), Jorge Akira, a redução neste indicador é importante e mostra o empenho das autoridades locais em oferecer um trânsito mais seguro. “Com base no Infosiga, constatamos 35 mortes no trânsito entre os meses de abril e setembro de 2017, motivo pelo qual Prefeitura e demais autoridades responsáveis por este setor, ampliaram fiscalização e melhorias no trânsito e o resultado começou apareceu de outubro de 2017 a março deste ano, com uma redução de 51% nos óbitos”, informou Akira.
 
No raio-x dos óbitos, em março deste ano, foram três mortes envolvendo acidentes de carro, sendo uma na rodovia Geraldo de Barros (SP-304) próximo a Estância Lagoa Azul, uma no Bongue no cruzamento entre as avenidas Jaime Pereira e Rui Teixeira Mendes e a outra aconteceu no Jaraguá, na rua Mem de Sá. No ano passado, neste mesmo mês, os acidentes foram cinco mortes, três envolvendo motociclistas nos bairros Algodoal e Jardim Pacaembú, e um na rodovia Cornélio Pires (SP-127); uma morte envolvendo automóvel na rodovia Margadira da Graça Martins (SP-135) e um envolvendo ciclista na SP-304, próximo ao condomínio Colinas do Piracicaba.
 
Akira afirmou também que 95% das mortes registradas no trânsito da cidade deveram-se ao comportamento do motorista e não aos problemas de sinalização e condições da via. “Fazemos muita coisa pra evitar acidentes, mas se o condutor não tem a consciência dos problemas que ele pode causar em caso de trafegar em alta velocidade ou dirigir embriagado, nós, autoridades, só temos a lamentar e ampliar cada vez mais as blitze e fiscalizações”, ponderou o secretário. 
 
“No começo do ano passado, o número de menores circulando com motos, muitas pessoas consumindo álcool e dirigindo preocupou e as fiscalizações cresceram neste sentido, coibindo estas imprudências que, hoje, quase não fazem mais parte dos boletins de ocorrência. O respeito ficou maior.”, enfatizou Akira.
 
Para a coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito e responsável pelo Infosiga, Silvia Lisboa, “há ainda muito trabalho a fazer, mas os índices já são resultado de uma maior mobilização de toda sociedade. Somente a união de esforços pode tornar nosso trânsito mais humano e seguro”, afirmou Silvia.