Motociclista é ferido no pescoço por linha de pipa

Um motociclista de 25 anos foi ferido no pescoço enquanto transitava pela Rodovia Geraldo de Barros, na região de Santa Teresinha, no final da tarde de anteontem. Ele chegou a cair ao chão e também teve escoriações pelo corpo. O rapaz foi socorrido pelos bombeiros até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Sônia, onde recebeu atendimento médico e liberado no mesmo dia.
 
“Eu estava voltando do trabalho, quando senti algo enroscar no meu pescoço. Depois percebi que estava sangrando muito, perdi o controle da moto e cai”, disse a vítima. “A linha chegou a cortar uma tira de nylon e rompeu uma fivela de metal do capacete”, completou.
 
O motociclista afirmou ainda que perdeu muito sangue, mas não foi necessário fazer a sutura com pontos. “Os médicos fizeram uma espécie de pontos invisíveis e me disseram que devo ficar pelo menos três dias de repouso. Foi um susto muito grande, poderia ter ocorrido algo pior. Eu me senti como se tivesse a oportunidade de nascer de novo”, acrescentou a vítima. A Polícia Militar Rodoviária esteve no local para controlar o trânsito até o socorro da vítima e remoção da motocicleta.
 
 
Segundo o Setor de Comunicação Social do 10º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior), soltar pipa não é proibido, mas são necessários alguns cuidados para evitar acidentes tanto de quem participa da brincadeira como a pedestres ou motociclistas. A indicação é que dê preferência a espaços abertos, longe das ruas ou avenidas ou ainda de fios de energia elétrica.
 
O assunto foi abordado no mês passado, na sede do CPI-9 (Comando de Policiamento do Interior). O engenheiro de Serviços de Campo da CPFL, Evandro Freire, ministrou uma palestra aos atendentes do Copom (Centro de Operações da Polícia), onde citou que o cerol ou linha chilena podem causar vários acidentes envolvendo motociclistas e até casos de atropelamento, pois os jovens correm para buscar sua pipa ou levar a do outro e não tomam os cuidados com o trânsito. “No caso da linha chilena, ela corta tudo e chega a “machucar” os cabos, deixando-os mais vulneráveis e podem romper-se ainda energizado, seja pela batida de um veículo em um poste, ventos muito fortes, ou árvores que caem na rede elétrica”, relatou Freire.