Motoristas do Uber fazem paralisação em Piracicaba

Motoristas do Uber fazem uma série de reivindicações para a empresa

Os motoristas que trabalham com o aplicativo de transportes Uber realizaram uma paralisação das atividades no Ginásio do XV de Piracicaba nesta quarta-feira (8). A paralisação começou às 9h e, de acordo com Valdinei Ivanhes, presidente da Amap (Associação dos Motoristas de Aplicativos de Piracicaba), o movimento deve continuar até as 17h, de forma pacífica, sem oferecer riscos para os motoristas que participam da greve e para as pessoas que passarem perto do local.

De acordo com Ivanhes, os motoristas fazem diversas reivindicações para a Uber, como aumento no valor cobrado por minuto, preço adicional por quilômetro rodado, preço adicional por passageiro, tarifa adicional, informações sobre o destino do passageiro, recadastro de passageiro com foto atualizada, diminuição do tempo de espera, ressarcimento em caso de cancelamento, taxa adicional para quem trabalha na madrugada, revisão do método de avaliação dos motoristas, além de definição de pautas e melhorias para a categoria.

Fato que já ocorre na 99 (outro aplicativo de transportes de passageiros) e pedido pelos motoristas do Uber é de ser informado sobre o destino exato do cliente, já que muitos ficam apreensivos quando é um bairro mais perigoso da cidade. “Ficamos inseguros quando vemos o destino do passageiro e sabemos que é em uma área de risco. Além de ficarmos mais tranquilos, essa informação pode nos ajudar a elaborar uma rota mais segura para chegar ao destino”, detalha o presidente da Amap.

Outra demanda pedida pela categoria é em relação ao preço adicional por passageiro, usando como exemplo outros meios de transportes. “Você faz uma parada e o cliente está com um , dois, até três passageiros extras. Achamos justo ter um valor adicional por eles, já que no ônibus, por exemplo, uma pessoa paga R$4,40 e se tiver acompanhada paga R$8,80 e assim por diante”, explica.

Diminuir o tempo de espera para uma corrida também está entre as demandas, já que de acordo com Ivanhes o motorista leva cinco minutos esperando o passageiro que cancela a corrida e não recebe nenhum ressarcimento. “Nós vamos ao local, a pessoa cancela e não recebemos nada, só perdemos tempo”, afirma. Um aumento de aproximadamente 35% no valor pago para a categoria que trabalha na parte da noite também é pedida, já que o trabalho neste horário tem risco maior à vida. “Durante a madrugada pegamos bastante gente sob o efeito de drogas e outras retornando da balada e quem trabalha neste horário sabe o risco que é”, afirma.

O método de avaliação também é questionado pela categoria, já que muitos motoristas recebem notas baixas para o passageiro ter direito a uma corrida grátis. “Nós providenciamos um ótimo atendimento, oferecendo balas, água, tudo para garantir o conforto do nosso passageiro e muitos vão de má-fé apenas para ganharem uma corrida grátis”, disse Ivanhes, que ressalta que em caso de banimento de um motorista o Uber deve explicar os motivos desta decisão.

Mauro Adamoli

(Foto e Vídeo: Claudinho Coradini/JP)