Motoristas reclamam falta de área de embarque e desembarque

motorista Movimento de veículos na rua Ipiranga é intenso. ( Foto:Claudinho Coradini/JP)

Quem passa pela rua Ipiranga nos horários de pico para ir ao Sesc ou para acessar a rua Antonio Correa Barbosa, enfrenta fluxo intenso de veículos e a falta de área de desembarque e embarque de passageiros da unidade. Muitos motoristas buzinam. Renata Eloisa Gil de Souza, motorista de van escolar, diz que o horário mais crítico é por volta das 17h30, na saída dos usuários.“A gente procura parar o mais próximo para pegar as crianças, até de forma irregular. É uma situação estressante para o motorista”, enfatiza.

Com o objetivo de amenizar o estresse causado pelo trânsito em frente ao Sesc, o vendedor Dirley Rafael Cunha costuma revezar com mais dois pais as idas e vindas dos filhos aos projetos da unidade. Segundo ele, há cerca de um ano eles compartilham a carona. Na opinião de Cunha, o fluxo intenso de veículos não está relacionado apenas as paradas irregulares durante embarques e desembarques. “A prefeitura precisaria analisar as rotas que dão acesso à unidade, estudar uma forma de desviar o trânsito para outras ruas. O congestionamento começa bem antes de chegar no Sesc, lá no quarteirão da Ipiranga com a rua Boa Morte.”

Segundo Fábio Rodrigues, gerente do Sesc, em agosto deste ano foi solicitado estudo à Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) para uso do recuo atual para área de embarque e desembarque. A unidade recebe uma média de 10 mil pessoas por semana e tem estacionamento com 63 vagas para carros, sendo três para uso exclusivo de idosos e duas para deficientes, além de 12 vagas para bicicletas e cerca de 50 para motos.“Há um ano e meio, os ônibus passaram a usar o recuo, para embarque e desembarque. Erroneamente, acham que existe fila por causa do Sesc, mas é um problema que envolve fluxo de veículos que usam a rua Ipiranga para acessar a Vila Rezende”, destaca.

Sobre o fluxo de veículos e área para embarque e desembarque, a Semuttran disse que o Departamento de Engenharia está elaborando estudos juntamente com o Sesc para melhorar a situação no local.

(Eliana Teixeira)