Mototaxistas fazem ato contra nova regulamentação da atividade

Ato pacífico aconteceu na tarde de ontem em frente ao prédio da prefeitura. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Com o mote “Só queremos trabalhar”, aproximadamente 50 pessoas, entre mototaxistas e motofretistas, fizeram manifestação na tarde de ontem em frente à Prefeitura de Piracicaba. O ato teve por objetivo cobrar resposta do executivo do município sobre reivindicações que os trabalhadores fazem em relação à lei da regulamentação dos serviços de mototáxi e motofrete na cidade.

De acordo com Robson Job, representante da comissão dos motofretistas e mototaxistas com a prefeitura, um dos pontos que os motoristas não concordam é a redução do tempo de uso da moto sem vistoria. A nova lei exige que o veículo tenha oito anos de uso, ou até 10, se passar por vistoria do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). “[Isso] minimamente triplica o valor de vistoria do veículo”, conta Job.

 

Um dos pontos que os motoristas não concordam é a redução do tempo de uso da moto sem vistoria. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Outra dificuldade encontrada pelos motoristas é em relação ao curso de motofretista ou mototáxista, também exigido pela nova lei. Segundo Job, o município exigiu, porém não é oferecido curso de mototaxista na cidade, o que impossibilita o emplacamento da cor vermelha daqueles motoristas que têm apenas habilitação na categoria “A”. “Ele não está conseguindo fazer o emplacamento na cor vermelha porque o Detran não permite. [E] não há necessidade do mototaxista fazer o curso de motofretista”, pontua.

A resposta da prefeitura para as reivindicações da comissão estava prevista para semana passada, mas não foi dada. Os motoristas foram informados que haverá reunião sobre o caso amanhã (23).

“A prefeitura tem realmente aberto as portas para conversa, mas tem retardado bastante os nossos retornos. Infelizmente estamos em período de vacância já para a regularização e esse período está se inspirando”, conta Job.

Para o motofretista Felipe Rodrigues da Silva, 27, a exigência de um curso de qualificação faz sentido, porém outras, não. “Não temos tempo de ficar correndo atrás de muita coisa que eles estão querendo. Acredito que um curso de motofrete é justo, mas ter uma moto nova com placa vermelha e fazer ela virar carga para você não poder mais usar a moto, acho injusto”, enfatiza.

A lei foi sancionada em 17 de dezembro do ano passado pelo prefeito Barjas Negri (PSDB).