Mulher é detida acusada de tentar trocar o neto de 4 meses por bebida

Uma autônoma de 38 anos foi detida pela Polícia Militar suspeita de tentar trocar o neto, de apenas quatro meses, que estava em seu colo, por bebida, em um bar,no bairro Água Branca. O Conselho Tutelar foi acionado e encaminhou provisoriamente o bebê para uma casa abrigo, após constatar que a avó da criança estava embriagada e a mãe residia em um imóvel sem porta e teria pouco contato com o bebê. O caso foi registrado no plantão policial como maus tratos. A investigação sobre o assunto será conduzida pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). 
 
Segundo a Polícia Militar, por volta das 19h30, um denunciante entrou em contato com a corporação através do telefone 190, informando que a autônoma estava com um bebê de colo nos braços e muito alterada no interior do estabelecimento. Uma testemunha teria entrado em contato com a corporação através do telefone 190. A polícia vai apurar a denúncia sobre a tentativa de trocar o bebê, o carrinho e caixas de leite por bebida.
 
Quando os PMs chegaram ao bar, encontraram a avó do bebê, que teria informado que era responsável por cuidar do neto. e saiu com ele apenas para dar uma volta. Ela não confessou a suposta tentativa de oferecer o neto por bebida.
 
Enquanto os policiais ainda estavam no local, a mãe do bebê, que tem 20 anos, apareceu no estabelecimento, pois havia sido informada que o filho estava com a avó, no bar. No entanto, os policiais não liberaram o menino para a mãe, pois encaminharam as duas ao plantão policial.
 
“Apuramos que a mãe do bebê tinha pouco contato (com ele) e quem realmente era a responsável pelos cuidados seria a avó”, disse o policial militar Vitor Aguiar Cavalcanti.
 
O delegado pediu que os familiares apresentassem a certidão de nascimento da criança e acionaram o Conselho Tutelar.A conselheira de plantão decidiu levar o bebê para uma casa abrigo, pois a avó, que cuidava dele, estava totalmente embriagada, e a mãe mora em imóvel que não tem porta. A conselheira considerou que a casa não oferecia segurança ao bebê, menciona o boletim de ocorrência. A Vara da Infância e Juventude também acompanhará a investigação sobre supostos maus tratos.
 
 
SANGUE—O atual marido da autônoma disse que criou seus sete filhos e mais cinco da atual companheira, entre eles, a mãe do bebê. “Sou eu quem mantém a casa. Se pudesse pegaria a guarda do bebê para mim, mas, infelizmente, ele não tem meu sangue, pois apenas moro junto com a avó dele. Não sei como ela foi fazer uma coisa dessa. Nunca tinha saído com o netinho para fazer uma coisa dessa”, relatou o autônomo, que pediu para ter a identidade preservada.Ele disse ainda que a enteada (mãe do bebê) é usuária de entorpecentes e tem pouco convívio com o filho. “É o único filho dela, mas infelizmente ela caiu em uma vida que não é boa”, desabafou . Até a tarde de ontem, o Conselho Tutelar não informou se a criança permaneceria na casa abrigo.