Mulheres tentam entrar com droga na penitenciária

Cinco mulheres foram presas após tentar levar entorpecentes para os companheiros que cumprem pena na Penitenciária de Piracicaba. Elas passavam pelo procedimento de revista com uso de scanner corporal, durante as visitas no último sábado (30), quando os funcionários constataram que elas carregavam algo estranho. Uma delas colocou porções de maconha dentro da costura no cós da calça, outras tentaram levar as porções escondidas no sutiã. As acusadas foram encaminhadas ao plantão policial, onde vão responder por tráfico de drogas e os respectivos maridos passarão por procedimentos administrativos para apurar a suposta participação na entrega de entorpecentes no interior da unidade.
 
De acordo com os agentes de segurança penitenciária, as mulheres, que não tiveram as identidades reveladas, passavam pelos procedimentos de revista de rotina, antes dos familiares entrarem na unidade. Através do uso do scanner, os funcionários perceberam em quatro visitantes tinham imagens estranhas na altura do quadril, e uma outra na altura do quadril e também do busto.
 
Os agentes tiveram que descosturar uma parte do cós da calça de uma das mulheres para constatar que trazia uma porção de maconha. As demais estavam escondidas no sutiã.
 
A penitenciária passou a utilizar o scanner corporal na unidade há dois meses. Antes do uso nas revistas, os agentes passaram por um treinamento oferecido pela SAP (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária). De acordo com a Pasta, em todos os casos a Polícia Militar foi acionada, as visitantes encaminhadas para o plantão policial, e vão responder pelos crimes cometidos. Também foram instaurados procedimentos administrativos para apurar a participação dos companheiros das visitantes que estão presos na penitenciária.
 
Nos primeiros 20 dias do uso do novo equipamento, outras quatro mulheres foram surpreendidas portando porções do entorpecente no órgão genital. Segundo a SAP, com esses aparelhos, é possível realizar as revistas em visitantes a partir das imagens geradas pelo equipamento, identificando possíveis ilícitos como drogas e celulares. Os equipamentos foram instalados em Penitenciárias, Centros de Detenção Provisória, Centro de Readaptação Penitenciária e Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico.