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Governo de Hong Kong amplia repressão a políticos pró-autonomia
Folhapress
02/12/2016 18h00
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Autoridades de Hong Kong ampliaram, nesta sexta-feira (2), a campanha contra legisladores da oposição que usaram a cerimônia de posse de seus cargos, em outubro, para protestar contra o governo central de Pequim.

O governo do território informou ter iniciado procedimentos legais contra quatro integrantes do Conselho Legislativo recentemente eleitos. A ação ocorre após Pequim ter interferido, em novembro, para barrar a posse de dois outros políticos ligados ao movimento pró-independência.

Lideranças do Partido Comunista chinês estão alarmadas com ideias de independência e autodeterminação na ex-colônia britânica, devolvida à China em 1997, sob a fórmula "um país, dois sistemas".

Esse mecanismo garante a Hong Kong mais liberdades em relação à China continental, como um sistema legal separado.

No mês passado, porém, o governo chinês atuou para garantir que não tomassem posse efetiva de seus cargos Yau Wai-ching, 25, e Baggio Leung, 30. Em outubro, eles alteraram o script da posse, prometendo fidelidade à "nação Hong Kong" e exibiram um cartaz dizendo que "Hong Kong não é a China".

Dias depois da interferência do governo de Xi Jinping, a Justiça de Hong Kong seguiu a mesma linha e impediu a posse dos dois.

Agora, o governo do território diz ter tomado medidas legais para pedir a uma corte que quatro outros legisladores pró-democracia tenham seus juramentos invalidados -e que seus lugares sejam considerados vagos.

Esses legisladores alteraram o juramento de maneiras diferentes. Nathan Law, um estudante ativista que participou da liderança dos protestos por democracia em 2014, por exemplo, levantou o tom na parte que mencionava a República Popular da China, o que fez parecer que o trecho era uma pergunta. Lau Siu-lai leu seu juramento lentamente, na tentativa de torná-lo sem sentido.

Os quatro -além de Law e Siu-lai, foram atingidos Leung Kwok-hung e Edward Yiu- tiveram permissão para refazer seus juramentos, diferentemente dos dois primeiros que foram desqualificados.

Em meio ao conflito com os legisladores, Xi Jinping reafirmou a intenção chinesa de manter unidade e controle.

"Jamais permitiremos que nenhuma pessoa, nenhum grupo, nenhum partido político, em momento nenhum, de forma nenhuma, separe a China de qualquer parte de seu território", disse o presidente no mês passado.

 
 
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