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Venezuela diz não reconhecer suspensão do Mercosul
Folhapress
02/12/2016 15h00
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ISABEL FLECK

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Venezuela disse, nesta sexta (2), não reconhecer a suspensão do país do Mercosul, definida pelos quatro países fundadores na véspera. e afirmou que seguirá frequentando todas as reuniões do bloco "com voz e voto".

"A Venezuela não reconhece este ato nulo sustentado na Lei da Selva de alguns funcionários que estão destruindo o Mercosul", disse a chanceler venezuelana Delcy Rodríguez em sua conta do Twitter.

Os chanceleres de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai assinaram na quinta-feira (1º) uma notificação que "cessa o exercício dos direitos inerentes à condição de Estado Parte do Mercosul a partir desta data".

O documento ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso estava assinado mas sem a data. A previsão é de que a notificação seja entregue nesta sexta -quando entraria em vigor.

No início da manhã, a chanceler chegou a dizer que a notícia da suspensão era "falsa" e que a notificação "não existe".

"A Venezuela seguirá exercendo a Presidência legítima e participará com direito de voz e voto em todas as reuniões como Estado parte", afirmou Delcy, em referência à defesa recente, pelo Uruguai, de que Caracas não fosse punida com a total suspensão, mas perdesse apenas seu direito de voto.

A chanceler disse ainda que "os povos do Mercosul" não devem deixar que os mecanismos de integração sejam "sequestrados" por "burocratas intolerantes".

A suspensão se dá pelo não cumprimento, por Caracas, da normativa definida no Protocolo de Adesão do país ao bloco em 2012. Segundo o documento, a Venezuela teria que adotar, até 12 de agosto deste ano, 1.224 normas e 57 acordos -que já tinham sido aprovados até a sua entrada, em agosto de 2012.

Em setembro, os quatro países definiram um novo prazo, até esta quinta-feira (1º) para que tudo fosse cumprido, sob a pena de suspensão. Até a quarta-feira (30), faltava a incorporação de 238 normas (19% do total) e de 41 acordos (72% do total).

O descumprimento da normativa já havia servido de argumento para que os países do Mercosul impedissem a Venezuela de assumir a Presidência rotativa em agosto. Foi estabelecida então uma Presidência colegiada entre os quatro fundadores. Caracas via a ação como pretexto político contra Maduro.

Após a decisão desta quinta, a Argentina deve assumir a Presidência do bloco no próximo dia 14, quando haverá uma cúpula do Mercosul em Buenos Aires.

 
 
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