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Édouard Philippe é nomeado para cargo de primeiro-ministro da França
Agencia Estado
15/05/2017 11h03
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O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou hoje Édouard Philippe, 47 anos, deputado e prefeito da cidade portuária de Havre, para o cargo de primeiro-ministro. Ex-membro do Partido Socialista (PS) e filiado à ala moderada do partido Republicanos, o novo premiê terá o objetivo de atrair deputados de centro-direita para a maioria parlamentar, em caso de vitória do República em Movimento (REM), novo partido francês. Depois de rachar o PS, cooptando deputados de centro-esquerda, o chefe de Estado repete a estratégia com a legenda de direita. O nome de Philippe era o mais cotado para chefiar o governo desde o final da semana passada. Próximo do ex-primeiro-ministro Alain Juppé, de centro-direita, ele é visto como uma personalidade capaz de levar consigo para o REM dezenas de deputados moderados, reforçando a base de Macron no legislativo. O partido ainda não fechou sua lista de candidatos à Assembleia Nacional nas eleições parlamentares de 11 e 18 de junho, guardando espaço para a absorção de uma parte do partido Republicanos. Em um documentário veiculado na quinta-feira pela rede pública France TV, Macron conversa com assessores no quartel-general de seu partido sobre sua estratégia para as eleições parlamentares. Então, afirma seu desejo de "desestabilizar" os dois mais tradicionais partidos do país, Socialista e Republicanos, para reforçar sua própria base. "É preciso desestabilizar uma parte da direita que não se reconhece no voto em (François) Fillon. Por razões políticas, o Estado-Maior não virá. Não quero que eles venham, quero desestabilizá-los abrindo-lhes os braços, para que o custo da ruptura seja pago por eles", diz Macron, explicando sua estratégia. Tão logo o nome de Philippe foi anunciado, o novo presidente se encaminhou para Berlim, onde encontrará ainda nessa segunda-feira a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. A reunião terá como principal tema a disposição de Macron de reformar a União Europeia, reforçando a zona do euro, formada pelos países que compartilham a moeda única.
 
 
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