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Mais de 7 milhões de pessoas participaram de votação na Venezuela, diz oposição
Agencia Estado
17/07/2017 11h02
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A oposição venezuelana disse que mais de 7,1 milhões de pessoas votaram em uma consulta popular realizada nesta domingo, oferecendo uma rejeição simbólica ao plano do presidente Nicolás Maduro de alterar a Constituição do país. A votação foi prejudicada pela violência, que deixou uma mulher de 61 anos morta e outras quatro pessoas feridas por tiroteios, que ocorreram após apoiadores do governo Maduro entrarem em uma igreja no oeste de Caracas. Para a oposição, os 7.168.170 eleitores que foram às urnas na Venezuela e em todo o mundo foi uma "impressionante demonstração de apoio". No entanto, o resultado ficou aquém da exibição da oposição de 7,7 milhões de votos nas eleições legislativas de 2015 e dos 7,5 milhões de votos que levaram Nicolás Maduro ao poder, em 2013. "Eu pensei que teríamos um comparecimento maior", disse a opositora Mariela Arana. "Mas esses sete milhões de pessoas falaram e muito alto." David Smilde, especialista da Universidade de Tulane, na Venezuela, disse que o resultado provavelmente reunirá a comunidade internacional ainda mais fortemente contra a votação de 30 julho, que Maduro convocou para eleger membros da Assembleia Constituinte, que tem como missão reescrever a Constituição do país. A oposição afirmou que a votação foi estruturada para "empacotar" a nova Constituição, impedindo que apoiadores do governo detenham um poder similar ao de Cuba. Para Smilde, os líderes dos 20 grupos de coalizão da oposição da Unidade Democrática agora enfrentam a escolha das táticas que serão utilizadas desde uma greve geral até a formação de um governo paralelo. "No geral, essa votação, acredito, dificulta do fato de o governo prosseguir conforme planejado. Eu acho que isso irá encorajar a comunidade internacional a rejeitá-la", disse. Canadá e México estavam entre os países que emitiram declarações no domingo à noite, exaltando o esforço da oposição venezuelana. Grupos paralimitares a favor do governo Maduro atacaram eleitores do lado externo de uma igreja em Caracas à tarde, de acordo com o prefeito da cidade, Carlos Ocariz. O Ministério Público disse que a enfermeira de 61 anos Xiomara Soledad Scott havia sido morta e que outras quatro pessoas ficaram feridas no incidente. Um vídeo postado nas redes sociais mostrou multidões maciças fora da igreja, com várias centenas de pessoas correndo para fora da igreja, enquanto homens em motocicletas efetuavam disparos. Maduro pediu o fim da violência no país e criticou a oposição. "Estou pedindo à oposição que a paz retorne e que a Constituição seja respeitada. Vamos começar uma nova rodada de conversas, de diálogo pela paz", disse. Fonte: Associated Press.

 
 
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