Na metade da A2, XV não define meio-campo

O XV de Piracicaba encerrou a primeira metade da Série A2 do Campeonato Paulista com exatos 50% de aproveitamento. Nono colocado com 12 pontos, o Alvinegro tem três vitórias, três empates e duas derrotas em oito rodadas. A equipe do técnico Evaristo Piza continua invicta na condição de visitante: em quatro partidas, foram dois triunfos (Juventus e Guarani) e dois empates (Portuguesa e Taubaté). Em contrapartida, o retrospecto no Barão da Serra Negra é preocupante: apenas 33,3% de aproveitamento. Em casa, o XV ganhou apenas da Inter de Limeira, empatou com o Penapolense e foi derrotado por Rio Claro e Oeste.

 

A defesa do Nhô Quim sofreu dez gols e divide a sétima posição no quesito, empatada com Batatais, Inter de Limeira e Nacional. O líder São Bernardo é o menos vazado, com apenas quatro gols concedidos, enquanto o Taubaté foi quem mais sofreu tentos (14). O atacante Everton anotou seis dos oito gols marcados pelo time piracicabano na Série A2. Jobinho marcou em duas ocasiões e completa a conta. Ao lado do Taubaté, o Alvinegro tem o quinto pior ataque da Série A2.

 

Guarani e Nacional, com 15 tentos cada, são as equipes mais goleadoras do Paulista. O pior é o Água Santa, com apenas três gols em oito partidas. Apesar de ter o artilheiro da competição, nenhum jogador do XV se destaca nas assistências. O meia Léo Carvalho e o atacante Fabinho têm dois passes para gol, enquanto o lateral-esquerdo Pedrinho, o volante Bruno Formigoni e os atacantes Everton e Jobinho possuem uma assistência cada.

 

ESCALAÇÕES

 

Em oito rodadas, o técnico Evaristo Piza utilizou 22 jogadores. Devido a lesões, suspensões e preferências de ordem tática, o treinador repetiu a escalação apenas uma vez, na segunda e terceira rodadas: vitória por 1×0 sobre o Juventus, na Rua Javari; derrota por 4×0, em Piracicaba, contra o Oeste. O setor que mais sofreu mudanças foi o meio-campo. Piza iniciou a Série A2 com Bruno Formigoni e Jonathan Costa como volantes, com Guly na organização. Depois, recuou Guly, sacou Formigoni e Fraga ocupou o lugar de Jobinho, montando um sistema com três volantes e Léo Carvalho na armação.

 

O experimento durou duas rodadas: contra a Portuguesa, o técnico voltou ao desenho com dois volantes (Guly e Fraga) e optou por Rafael Rosa como meia de ligação. A suspensão de Guly e o mau rendimento de Rafael Rosa provocaram as voltas de Formigoni e Léo Carvalho contra a Inter de Limeira. Em Campinas, Guly, Formigoni e Fraga compuseram o trio de volantes e o atacante Fabinho foi deslocado para o papel de armador contra o Guarani, situação que coube a Norton ante o Penapolense. Apesar de ser utilizado em quase todos os jogos, André Cunha é o único meia do elenco que ainda não teve uma chance no time titular.