Nova UPA da Vila Cristina custará até R$ 6 milhões

O prefeito Barjas Negri (PSDB) autorizou a abertura do processo licitatório para a construção da nova UPA Vila Cristina, que terá 52 leitos, ante os 27 atuais. O anúncio aconteceu ontem, em reunião com vereadores da base e o secretário de Saúde, Pedro Mello. A estimativa é que a obra custe entre R$ 5,5 e R$ 6 milhões. A previsão é que o processo licitatório seja concluído ainda no primeiro semestre deste ano. O prazo de execução é de, no mínimo, 12 meses, a partir da assinatura do contrato.
 
A unidade terá cerca de 2.300 metros quadrados, 10 consultórios (sendo quatro infantis) e 52 leitos, distribuídos em 12 infantis, 15 femininos, 16 masculinos, 6 de emergência e 3 de isolamento. A unidade terá ainda brinquedoteca e fraldário, salas para sutura e curativo, inalação, aplicação, reidratação, sanitários masculino/feminino e infantil. Também está previsto o “apoio terapêutico”: aparelho de Raio-x e de eletrocardiograma.
 
O investimento virá do Governo Federal (R$ 4 milhões) e de contrapartida da prefeitura (R$ 1,5 milhão), recurso alocado no Orçamento deste ano.
 
Segundo o secretário Pedro Mello, a antiga unidade está precária, congestionada e a sua infraestrutura ultrapassada, por isso a opção de construção de uma nova unidade, que atendesse a novos critérios do Ministério da Saúde. Em nota, a prefeitura informou que a UPA Vila Cristina faz mais de 120 mil atendimentos médicos por ano.
 
Barjas diz que a unidade irá melhorar o atendimento à população, reduzir as filas e “humanizar” os serviços, pois fará a separação dos acolhimentos dos usuários adultos e crianças. “Esse novo investimento, proporcionará melhorias significativas nos serviços de urgência/emergência, que ganharão em qualidade e qualificação, ampliando significativamente o atendimento à população das regiões da Vila Cristina, São Jorge, Jaraguá, Pauliceia, Novo Horizonte/Santa Fé, Parque dos Eucaliptos e zona rural”, diz Barjas.
 
A construção da unidade estava prevista no ano passado, na lei orçamentária deixada pelo ex-prefeito Gabriel Ferrato (PSB). Menos de um mês após assumir o cargo, Barjas cancelou a licitação aberta por Ferrato (PSB), orçada em R$ 6,7 milhões, argumentando que a lei orçamentária aprovada em 2016 não contemplava recursos suficientes para a obra anunciada.