Novo reitor da FOP assume em tom conciliador

reitor Reitor da Unicamp prestigia posse de Haiter. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O novo diretor da FOP (Faculdade de Odontologia de Piracicaba)/Unicamp, Francisco Haiter Neto, assumiu o comando da universidade ontem à tarde com um discurso conciliador. “Essa minha posse encerra o embate eleitoral para que eu seja diretor de todos”, discursou ele, que se emocionou várias vezes durante seu pronunciamento. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, participou da solenidade e destacou a importância da FOP e falou do momento da Unicamp em tempos de crise econômica.

Haiter foi diretor da universidade entre 2006 e 2010 e ocupava o cargo de diretor adjunto de Guilherme Elias Pessanha Henriques, aliado de Haiter e apoiado por ele para ocupar o cargo. Henriques disse, em seu discurso, que a escolha de Haiter representa a aprovação da gestão desempenhada por ele.

O discurso de Haiter foi marcado pela emoção. A voz dele embargou ao mencionar a inspiração que teve ao escolher seguir a mesma profissão do pai, ao mencionar a mãe, a esposa, os filhos e o professor Frab Norberto Boscolo. Lembrou que, na primeira passagem dele pela diretoria, a dedicação foi tão intensa que, em uma oportunidade, a esposa dele chamou-lhe a atenção: “na FOP você tem vice-diretor, aqui em casa não tem vice pai”, disse, emocionado. Em seguida, se restabeleceu e concluiu. “Prometo manter a mesma dedicação”, falou, tirando risos da plateia.

Sobre o momento financeiro da universidade, afirmou que “irá superar maior crise financeira da história do Brasil com a ajuda de todos”. O reitor da Unicamp cumprimentou Henriques pela gestão que se encerrava e também comentou sobre os efeitos da crise econômica para a universidade. “Quando assumi, o orçamento estava 117% comprometido, reduzimos para 103% e a expectativa é equilibrar até o final do ano. O déficit que era de R$ 300 milhões, caiu para R$ 240 milhões e vamos zerar isso”.

O reitor da Unicamp disse que o momento de incerteza vivenciado pelo país dificulta a projeção do futuro. “Ninguém sabe o que vai acontecer nesse país.A incerteza econômica e políticas são grandes. Quando tudo voltar ao normal, vamos retomar as obras na FOP que foram paralisadas e sabemos que há uma demanda muito grande pela progressão das carreiras que estão congeladas há cinco anos. Estamos trabalhando arduamente para ainda este ano poder fazer o processo de avaliação”, disse o reitor.

(Rodrigo Guadagnim)