Números em queda

A segurança pública é um dos itens que mais preocupam a população em qualquer cidade. Em Piracicaba não é diferente. Afinal, não é uma ilha. É uma metrópole com problemas sociais como qualquer cidade brasileira. Pode-se até mesmo receber com descrença as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública do Estado que demonstraram a queda de muitos indicadores de violência. É da natureza humana acreditar mais na desgraça do que em informações positivas.
 
Mas o fato é que os índices de criminalidade estão reduzindo nos últimos anos. No último levantamento, de janeiro, demonstrou que cinco tipos de ocorrências policiais tiveram aumento; sete, queda e 11 itens ficaram estáveis. Chamaram a atenção as quedas de 25% dos casos de roubos de veículos (de 48, em janeiro de 2017, para 36, em janeiro deste ano) e 50% das ocorrências de furtos de veículo, de 120 para 60, no mesmo período. Também reduziram outras formas de crimes contra o patrimônio.
 
Na outra ponta, os homicídios dolosos (com intenção de matar) duplicaram em janeiro deste ano, saindo de 0, ano passado, para dois, neste ano. As tentativas de homicídio ficaram estáveis, com três casos registrados em janeiro neste e no último ano. Outro dado é que o homicídio culposo por acidente de trânsito caiu 66%, de três, ano passado, para 1, neste ano.
 
O comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar do Interior, tenente-coronel Willians de Cerqueira Leite, disse em reportagem nesta edição, que as maiores preocupações são com os homicídios dolosos, roubo e furto de veículos e de roubos em geral. Especialistas dizem que as derrubadas dos crimes contra o patrimônio dependem muito de inteligência policial, para fazer o mapeamento das regiões mais suscetíveis, e também de policiais na rua. No caso dos homicídios, é mais difícil o combate deste tipo de crime.
 
Mas a segurança é responsabilidade de todos. Por isso o comandante da PM fez uma apelo aos habitantes para participarem das reuniões do Conselho de Segurança, para expor a problemática, e investir também em equipamentos que podem inibir a ação aos marginais. Mas segurança se constrói também com políticas públicas que garantam acesso a ensino público de qualidade, a estrutura de saúde e acesso à cultura, ao esporte e ao entretenimento. (Claudete Campos)