Nutrição Funcional: Você sabe o que é?

Hoje o papo é sobre nutrição funcional. E para tanto, entrevistei a profissional expert assunto: Jackeline Taglieta, Nutricionista Funcional e Fitoterapeuta. Sigam a entrevista:

Nutrição Funcional é uma ciência e diferencia-se da abordagem clássica da Nutrição por olhar cada cliente de maneira integral, de maneira que o tratamento nutricional vai muito além da contagem de calorias”.

A Nutrição Funcional tem por base manter ou restabelecer o equilíbrio do organismo de cada indivíduo, investigando sinais e sintomas que aparentemente não significam nada, mas que tem enorme relevância para um diagnóstico nutricional, com objetivo de tratá-los, recuperando saúde e vitalidade”.

O nutricionista funcional tem sempre em mente a nutrição em nível celular, bem como o equilíbrio das funções orgânicas dos clientes. Para se ter uma ideia, somos formados por trilhões de células e todas elas dependem de mais de 46 nutrientes para funcionarem adequadamente, além de água e oxigênio. Se a pessoa apresenta deficit nutricionais (ou excessos), como estará o funcionamento do corpo dela? Prejudicado, naturalmente. Algumas vezes os sintomas não se manifestam de imediato, podendo apenas estar evidentes alguns sinais de desequilíbrios, mas que devem ser levados em consideração, pois, se houver persistência neste estado de desnutrição celular, a pessoa caminhará para o desenvolvimento de doenças futuras ou, no mínimo, perderá qualidade de vida com incômodos no corpo e mente”.

Algumas pessoas apresentam um perfil alimentar que gera inflamação nos tecidos. Isso ocorre devido ao consumo excessivo de alimentos carregados de substâncias que ativam genes pró-inflamatórios e devido à carência de nutrientes e de fitoquímicos que modulam o processo inflamatório. Sabe-se, por estudos científicos e prática clínica, que o estado de inflamação é um dos grandes responsáveis por quadros de obesidade e sobrepeso, dores articulares, osteoporose, depressão, fibromialgia, e desordens estéticas (como acne e celulite). Sabendo disso, é evidente que, no caso de emagrecimento, por exemplo, não é parando de comer que a pessoa resolverá a questão. Pelo contrário, simplesmente reduzindo ingestão alimentar, ela aumentará a deficiência dos componentes fundamentais para reequilibrar seu organismo, agravando o problema. A solução é adequar a alimentação para promover desinflamação dos tecidos e abastecer o organismo de nutrientes em doses adequadas para que ele volte a funcionar normalmente”.

Somos diferentes e apresentamos necessidades diferentes. No dia a dia, podemos perceber a individualidade de cada um de nós. Por exemplo: algumas pessoas são alérgicas a camarão, enquanto outras não. Café provoca dor de cabeça em algumas pessoas, outras têm taquicardia ao tomá-lo, já outras manifestam insônia se ingerem a bebida”.

Assim, fica nítido que dietas elaboradas para várias pessoas prometendo emagrecer ‘x’ quilos em ‘x’ semanas, ou uma simples contagem de calorias ou mesmo suplementações padronizadas não trazem resultados satisfatórios e duradouros a ninguém”.

A nutrição funcional, em vez de se limitar à prescrição de dietas com alimentos rotulados como saudáveis para todo mundo, rastreia os sintomas, a individualidade bioquímica e as características emocionais e mentais de cada pessoa para identificar quais alimentos lhe são mais indicados, tratando-a com total particularidade”.