Operação do Gaeco e Polícia Civil prende chefe do tráfico em Capivari

Promotores do Gaeco e diretor do Deinter-9 falaram sobre a operação (Claudinho Coradini/JP)

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) e UIP (Unidade de Inteligência da Polícia Civil) do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) deflagraram a Operação Sheik, voltada ao combate a uma extensa organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos, com atuação predominante em Capivari.  O principal foco da operação, que leva seu apelido foi preso em sua residência, no bairro São João Batista. Ele se preparava para pular a janela de seu quarto, quando foram abordados pelos policiais civis de Piracicaba, que participaram da atividade. Durante a ação foram cumpridos 68 mandados de busca e 29 de prisão preventiva. As identidades dos investigados não foram reveladas.

O diretor do Deinter-9, delegado Kléber Torquato Altale disse que 150 policiais civis foram divididos em 45 equipes, com apoio da equipe do helicóptero Pelicano da Polícia Civil de São Paulo. “Foi um trabalho conjunto com o Gaeco que resultou em prisões importantes relacionadas ao tráfico de drogas. Do total de 29 alvos, sete já estavam presos por outros crimes e dois estão foragidos”, comentou o diretor.

A maior parte das prisões ocorreram na cidade de Capivari. Nas demais cidades como Rio das Pedras, Santa Bárbara d’Oeste, Hortolândia e Americana, uma pessoa foi presa em cada município.

Altale disse ainda que foram apreendidos mais de sete quilos de maconha, cocaína e haxixe, além de um revólver e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro.

De acordo com o MP, há vários anos, Sheik e um extenso grupo de pessoas por ele comandadas, inclusive membros de sua família, dominam e comandam o tráfico de drogas em diversos bairros de Capivari. Eles compõem uma rede de atuação coordenada e estruturada, com divisão de funções e áreas territoriais de atuação bem definidas, contando com inúmeros pontos de tráfico de drogas sob seu controle e comando, além de diversos estabelecimentos comerciais e outras atividades organizadas para dar vazão aos recursos obtidos com a traficância, tais como loja de roupa, lava-rápido, lanchonetes, restaurantes, eventos musicais, dentre outros.

Dentre os integrantes da organização criminosa comandada por Sheik estão pessoas com extenso histórico de envolvimento criminal, incluindo homicídio, tráfico de drogas, roubo e associação para o tráfico, além de alguns integrantes da organização criminosa conhecida como PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que age dentro e fora dos presídios.  Foi ainda decretada a indisponibilidade de 17 veículos.

O promotor do Gaeco de Piracicaba, André Vítor de Freitas disse que a investigação estava sendo realizada desde 2016. “A investigação foi coordenada e organizada para chegar até quem lucra e não coloca as mãos na droga. Sabe-se que está envolvido, mas precisamos de meio para comprovação, por isso, necessitou-se de uma coleta de provas longa”, acrescentou Freitas.

As investigações prosseguirão para atingir outras frentes de atuação da organização criminosa, principalmente em relação à corrupção de agentes públicos (policiais civis e militares, servidores públicos municipais), lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.

 

Cristiani Azanha

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