Operação Nexus prende 9 ‘batizados’ pela facção PCC

PCC Polícia Civil continua trabalhos para localizar e prender foragidos. (Foto: Amanda Vieira / JP)

Operação integrada entre Polícia Civil e Ministério Público prendeu nove pessoas “batizadas” pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) na região de Piracicaba na manhã de ontem. Intitulada como Nexus, a operação envolveu investigadores e delegados do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo do Interior) e policiais do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em seis cidades das regionais de Piracicaba, Limeira, Rio Claro e Americana.

Segundo o setor de inteligência da Polícia Civil, a operação teve por objetivo investigar, processar e obter a condenação de pessoas ligadas ao PCC por integrar organização criminosa que atua sob emprego de arma de fogo. “As investigações tiveram por origem material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo em outras operações, consistentes em diversos documentos considerados ‘cadastros de batismo’ de integrantes do PCC. A partir destes cadastros, diligências complementares foram realizadas para identificação e confirmação do envolvimento dos ‘batizados’ com a facção”, informou a PC, em nota.

Para o desenvolvimento da Operação Nexus foram instaurados 17 inquéritos pelos quatro delegados titulares das DIGs (Delegacias de Investigações Gerais) de Piracicaba, Limeira, Rio Claro e Americana. Foram identificados integrantes do PCC nas sedes e em cidades da região como: São Pedro, Rio das Pedras, Capivari, Araras, Leme, Cordeirópolis e Santa Bárbara D’Oeste, informou a PC.

Por meio dos inquéritos, foram confeccionadas 17 ações penais pelo MP-SP (Ministério Público) que denunciaram 108 investigados como integrantes do PCC, muitos dos quais já se encontravam presos em razão da prática de outros crimes. No total, o Poder Judiciário decretou 84 prisões preventivas e autorizou a efetivação de buscas e apreensões em 24 endereços ligados aos acusados.

“Dos acusados que estavam em liberdade, nove foram presos ontem e os que não foram localizados passam a ser considerados foragidos da Justiça. Diversas prisões estão sendo cumpridas nos próprios estabelecimentos penitenciários em que os acusados se encontram”, completa nota da Polícia Civil. Também foram localizados e apreendidos diversos aparelhos celulares, chips (sim card), anotações relacionadas ao PCC, bem como drogas.

Ainda, segundo a nota, esta operação se caracterizou, “em particular”, pela decretação de inúmeras prisões preventivas de integrantes do PCC que já estavam presos, “demonstrando, mais uma vez, que se a facção criminosa atua e cresce dentro do sistema penitenciário, o sistema de Justiça deve responder da mesma maneira, reforçando a necessidade de que estas pessoas permaneçam presas e ressaltando o risco que a liberdade delas representa à sociedade”.

De acordo com a coordenação da operação, os trabalhos prosseguirão para localização e prisão dos foragidos, quanto na fase judicial, “onde as provas produzidas nos inquéritos policiais serão confirmadas em juízo para obtenção das condenações de todos eles nas penas da lei”.

(Felipe Poleti)