Operação Piracema aplica R$ 218 mil em multas

As multas realizadas pela Polícia Militar Ambiental ultrapassaram R$ 218 mil na região durante a Operação Piracema, segundo balanço preliminar da corporação. A atividade começou no dia 1º de novembro de 2017 e termina no dia 28 de fevereiro deste ano. O objetivo é fazer a fiscalização no defeso da reprodução natural dos peixes na Bacia Hidrográfica do rio Paraná, que inclui Piracicaba. Durante os três meses de ações 785 pessoas foram abordadas, 124 veículos fiscalizados e 43 boletins de ocorrência foram registrados.
 
Segundo a PM Ambiental, o efetivo é de 27 policiais, dividido em 13 viaturas e três embarcações, no total de 28.453 quilômetros percorridos no período.
 
Conforme a Instrução Normativa Ibama 25, de 2009, fica proibida a pesca para todas as categorias e modalidades em lagoas marginais; a menos de 500 metros de confluências e desembocaduras de rios, lagoas, canais e tubulações de esgoto; até 1.500 metros a montante e a jusante das barragens de reservatórios de empreendimentos hidrelétrico e de mecanismo de transposição de peixes; até 1.500 metros a montante e a jusante de cachoeiras e corredeiras e demais locais previstos no artigo 3 da Instrução Normativa. 
 
De acordo com a normativa, a pesca com o uso de rede ou tarrafas que são utilizadas por pescadores profissionais está proibida, “sendo somente autorizada a pesca em rios da bacia, na modalidade desembarcada e utilizando linha de mão, caniço, vara com molinete ou carretilha, com o uso de iscas naturais e artificiais”.
 
Para o comandante da 7ª Cia, capitão Marcos José Pereira, para realizar uma denúncia, em caso de urgência, o telefone é o 190. Uma viatura do policiamento de área poderá realizar a abordagem do infrator, sendo acionada a Polícia Ambiental para as providências administrativas. Também é possível ligar diretamente na Polícia Ambiental de Rio Claro (19) 3523-2012. 
 
“Nosso objetivo durante a operação não é a multa, pois é o nosso último recurso. Antes das atividades, realizamos campanha de conscientização da importância desse período para a preservação das espécies. Percebemos que, ao longo dos anos, houve um aumento dessa conscientização, mas ainda existe a pesca ilegal, que é uma atividade degradadora”, comentou o capitão. “Obtivemos bons resultados também na fiscalização preventiva e algumas a repressão imediata, que é a abordagem ao pescador irregular, apreensão dos materiais e pescados, além da aplicação de multa”, enfatizou.
 
Para realizar uma denúncia, em caso de urgência, pode se ligar para o telefone 190, onde uma viatura do policiamento de área poderá realizar a abordagem do infrator, sendo acionada a Polícia Ambiental para que seja realizada as providências administrativas, ou ligar diretamente na Polícia Ambiental de Rio Claro (19) 3523-2012.