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Marly Therezinha Germano Perecin
23/10/2015 14h09
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A que ponto chegou a política nacional, ou melhor, deixaram chegar a classe política (salvo exceções honrosas), os responsáveis pelas instituições que integram os poderes Legislativo e Executivo, os partidos da dinâmica parlamentar, notadamente a pífia oposição e o eleitorado inconsequente. O cidadão, aquele que assumiu conscientemente os seus direitos e deveres, sucumbe à perplexidade do sinistro noticiário sobre as falcatruas e as mentiras, as roubalheiras e o cinismo criminoso dos que barganham o futuro do país e dos nossos filhos pelos mais abomináveis interesses particulares, pelas falsetas as mais indecentes, pelas hipócritas atitudes das autoridades que se dizem legitimadas pelo voto democrático. Pobre país.

Parecem abutres ávidos a devorar a riqueza da nação, encarniçados em obter cargos altamente remunerados, empenhados em desvirtuar as leis e colocá-las a seu serviço, em virar o jogo quando são desmascarados, em subestimar a vontade do cidadão expressa no processo democrático, em tripudiar sobre tudo o que o Brasil aprendeu e conquistou nos quinhentos anos da sua história, principalmente a sua forte crença na Liberdade, após livrar-se da tirania colonial, dos grilhões da escravidão e da compressão monárquica. A nossa evolução nacional não permite recidivas.

Para o cúmulo dos absurdos, a sra. Roussef diz-se ameaçada por um golpe democrático , sem conhecer a mínima semântica quanto a golpe e a democracia. Todavia, sequestrar a Nação e desmoralizar a Democracia, é isto o que desejam? Ainda há Leis e Tribunais neste país e a cidadania pode responder com eles, limpando a mancha infamante dessa vergonha, e dizer basta! Falo com razão e protesto em nome da verdade.

Existe um divórcio total entre o cidadão e a classe política. Essa perdeu completamente a representatividade após as revelações escandalosas dos últimos tempos e a dilapidação da Petrobrás. No caso do Executivo, a presidente deseja manter-se, a qualquer custo no cargo, muito embora digam que o seu governo é um comodato, entre Lula e o PMDB. Então para que serve? Para fins decorativos ou para reservar a cadeira ao sucessor? A preço de mentiras e desconstrução da vida nacional? O que foi a última reforma para que serve? ministerial senão uma barganha com os políticos, da qual o próprio PT saiu minimizado e outros contrariados porque não alcançaram as pretendidas vantagens materiais? O resultado foi embaraçoso para o governo, pois na hora de testar a fidelidade dos novos aliados comprados, os mesmos boicotaram a sessão e não puderam ser aprovados, por falta de quórum, os vetos presidenciais sobre as bilionárias pautas bombas.

Só para recordar, as pautas bombas são aquele conjunto de propostas legislativas, fruto das artimanhas do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, tenaz inimigo da sra. Roussef, que poderão causar o tremendo impacto nas rendas públicas de R$ 283,8 bilhões. Justo no pior momento dessa crise econômica, quando o conselho mais imediato e prudente é cortar despesas do governo! É com a fidelidade desses políticos que a presidente conta safar-se do impeachment ou da cassação, perpetuando-se no poder. Comprova-se o que o cidadão já sabe, há muito tempo. Ela não está absolutamente interessada na melhoria das condições do país, tampouco na arte de bem governar; o mesmo parecem pensar os seus ministros e os partidos políticos que a apoiam. Vantagens, interesses pessoais e perpetuação no poder, esse é o seu projeto político, que dizem exercer legitimamente em nome do povo brasileiro, porque receberam o seu voto (!!!).

Digo que esses personagens não nos representam e que uma nova classe política terá de abraçar a causa da reconstrução da confiança perdida, da ética e do civismo. Não adianta perder as esperanças, é necessário insistir e acordar os alienados à causa da regeneração, desvendar-lhes os olhos frente aos enganadores, aos vendilhões da Petrobrás, aos receptores das propinas que engordam as suas contas bancárias na Suíça e nos paraísos fiscais com dinheiro do povo, aos lobos em pele de cordeiro. É bom lembrar aos de curta memória que há milhões de desempregados, que a cesta básica é ameaçada pela inflação, que morre gente nos hospitais por falta de recursos, que a Pátria pede socorro.


Marly Therezinha Germano Perecin

é historiadora.


 
 
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