,
Clique e
assine o JP
Televendas: 3428-4190
Classificados: 3428-4140
Comercial: 3428-4150
Redação: 3428-4170
Últimas notícias:
  • Acusado de homicídio tem prisão decretada
  • PC prende dois por morte de mulher
  • Município realiza leilão de veículos usados

A nova paródia Pascal, a do tico-tico
Marly Therezinha Germano Perecin
04/04/2016 16h16
  |      
ENVIAR     IMPRIMIR     COMENTE              
 

Quando a inflação atirou o coelho da Páscoa para escanteio, o recurso foi buscar o apaixonado casal de tico-tico para operar a fábrica dos chocolates e o resultado foi o que se viu, ovos microscópicos para agradar crianças e adultos, no clima de desastre da nossa economia, vítima da mais profunda crise e de um governo que se desintegra a cada dia.

No sofrimento generalizado, pesa, sobremaneira, o sacrifício a que são submetidos as inocentes vítimas do desemprego e da queda do poder aquisitivo que derrubou o consumo, paralisou o comércio e a indústria, comprometendo o futuro das gerações de brasileiros. Ainda pode pairar uma última dúvida: porventura, será tudo isto fruto da má sorte? Países latinoamericanos estão crescendo, acham se em situação vantajosa sobre o Brasil no ranking do desenvolvimento mundial.

Será castigo dos orixás? É consenso entre os economistas que o modelo macroeconômico, a incompetência administrativa e a corrupção nos levaram ao fundo do poço. Será mesmo? Ouvi uma palestra do Dr. Gustavo Franco, em que ele repetiu, aproximadamente, o que os outros grandes já haviam dito, todavia, uma frase caiu, quase como um lamento, daquele que tem sangue muito frio para analisar crises econômicas: “Nada disso precisava ter acontecido!” Ou seja, todo o sofrimento do povo brasileiro, esse penoso trâmite que passamos, foi provocado irresponsavelmente.

A difícil iniciativa, que um dia terá de se fazer, para reconstruir a economia seria dispensável. Estaremos sofrendo por nada? Por quê? Porque o país foi entregue às mãos dos incompetentes que só fizeram por errar e pecar, desde o segundo mandato de Lula. Os erros primários e grosseiros acumulados no governo Dilma levaram à catástrofe final. Nem mesmo a corrupção ou o modelo macroeconômico de estatismo e mercado interno, superado há um século por desastroso, nos levariam a essa situação.

Por se julgar expert em economia, arrogante e autoritária, a sra. Roussef só fez por errar, e, para encobrir os erros, só fez por mentir. Nunca se viu tal coisa nos tempos modernos. Foi por isso, em razão disso, que os mais espertos, dentre os tupiniquins, começaram a protestar e, quando certo magistrado começou a revelar fatos escabrosos, a indignação se alastrou por estes brasis. Esta é a justa causa, pela qual, caiapós, caetés e tupinambás, todos pedimos o impeachment da presidente.

Já nos tempos coloniais os brasileiros ouviram sobre Liberdade, Direitos Humanos, Revolução Francesa e Independência dos Estados Unidos. O Tiradentes trazia na algibeira um exemplar surrado, em inglês, que aprendeu a mal traduzir, da Constituição dos Estados Unidos. Tanto falou sobre a necessária rejeição do status colonial, tanto doutrinou sobre Liberdade e organização nacional, que foi o mais comprometido na devassa policial da chamada Inconfidência Mineira.

Quando iniciamos a nossa organização como Estado Nacional, o liberalismo já era implantado nos países da América. Apenas em 1824 conseguimos a nossa primeira Carta Magna, absolutista, monarquista e atrasada, fruto de um dissimulado pacto social. Todavia, já estávamos inoculados pelo vírus da Liberdade e a política no Império foi uma luta pela afirmação das liberdades individuais, pela igualdade dos direitos e pela cidadania.

Toda a vez em que se evocava a teoria liberal, o direito de voto e a correção do contrato social, o parlamento monarquista entrava em ebulição. Quando um regime perverso de governo está invalidado, por deixar de corresponder às necessidades do povo, a Carta Magna deve ser invocada, juntamente com o direito reservado no pacto social que leva à correção do rumo.

Foram incontáveis as revoluções armadas no Brasil e no mundo, porque eram a única forma de derrubar os governos no século XIX. Um dia, ainda contarei como Piracicaba foi também à guerra, na Revolução Liberal de 1842, e porque pegou em armas contra os representantes do absolutismo monárquico. Hoje, os povos civilizados alcançaram o direito de retirar do poder os governos que não dão certo, por ruinosos e devastadores, sob a fórmula constitucional do direito de impeachment. Tupiniquins, somos todos pró impeachment e pró Moro, a bem da verdade e do Brasil.


Marly Therezinha Germano Perecin

é historiadora.


 
 
Voltar

Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

  • Seja o primeiro a comentar