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As alternâncias
José Faganello
17/05/2016 11h53
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‘A mudança é inevitável e num pais progressista é constante’. (Disraeli) Heráclito de Éfeso descreveu a realidade do mundo como:”um fluxo perpétuo, o escoamento contínuo dos seres.

Comparava-o a chama de uma vela que queima sem cessar, transformando a cera em fogo, o fogo em fumaça e a fumaça em ar. O dia torna-se noite, o verão se torna outono, o novo fica velho, o quente esfria, o úmido seca, tudo se transforma no seu contrário”.

Camões colocou as alternâncias em belos versos: “mudam-se as vontades./ Muda-se o ser, muda-se a confiança;/ Todo mundo é composto de mudanças,/ Tomando sempre novas qualidades”. As novas tecnologias, assim como mudanças climáticas, que antes eram demoradas, atualmente são rápidas.

Até o momento nossa história política confirma a frase de Alphone Kaar, que em sua publicação: ‘As Vespas’, asseverou: “Quanto mais muda, mais fica a mesma coisa”. Nosso gigante deitado eternamente em berçoesplêndido parece estar despertando do seu paralisante torpor, graças ao alarido das ruas e da mídia, que exigem mudanças.

Somos privilegiados por termos poucas catástrofes naturais (a que atingiu Mariana foi provocada pelo homem), em contrapartida, somos assolados pela epidêmica praga da corrupção, que afeta sobremaneira a saúde da Nação.Tudo indica que a origem se deu com o ‘vírus do Ipiranga’. Se os recentes acontecimentos, que estão envergonhando nosso país, conseguirem manter o que aí está, será o caos.

É indispensável diminuir a máquina estatal ao mínimo possível, pois nos custa muito caro, sem o devido retorno. Está mais do que na hora de acabar com os privilégios de nossos prepostos para administrar o pais em prol de seu povo, ao contrário, eles se locupletam, como donos e quem paga absurdos impostos vive na penúria.

Indispensável também votar uma lei que puna rapidamente todo homem público que prevarique, num rito sumário e castigo pesado. É uma afronta esse ritual do impeachment, um filme de longuíssima duração e concedendo ainda 180 dias para consolidar o desfecho.

Rui Barbosa, republicano convicto, escreveu em sua obra ‘Queda do Império’ um trecho otimista, posteriormente desmentido pelos desvios do novo regime - “Mudar é a glória dos que ignoravam, e sabem, dos que eram maus e querem ser justos, dos que não se conheciam a si mesmos e já melhor se conhecem ou começam a conhecer-se.”

Mudanças são inevitáveis, algumas causam desassossegos, mudança de clima, do humor, da saúde e a atual como a briga dos taxistas contra a Uber.

Não entendo como há quem defenda um governo que permitiu uma roubalheira geral de seus escolhidos, que conseguiram envolver as grandes empreiteiras na rapinagem.

Foram tão ávidos e sagazes para roubarem, não trocados, mas milhões, que conseguiram trazer dois eventos, Copa do Mundo e Olimpíada, para erigirem elefantes brancos, enquanto o pais está carente de infraestrutura. 

Espero que Pop, em seus versos esteja certo e alimente nossa esperança, de que esse mal que estamos passando seja o bem que virá a seguir. “Eis os versos: Toda a natureza é a arte que ignoras,/ todo o acaso, direção que não podes ver,/ toda a discórdia, harmonia que não entendes/ todo mal parcial, bem universal”


José Faganello

é professor


 
 
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