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Brasil gasta muito mal, conclui pesquisa
Juan Sebastianes
09/05/2016 14h34
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Pesquisa do banco Credit Suisse expõe a baixa eficácia das despesas efetuadas pelo governo brasileiro, que explica os maus resultados do país. Nosso governo gasta demais e muito mal! O Brasil é o 28º em eficiência dos gastos públicos, entre 39 países avaliados na pesquisa.

Na Educação está ainda pior, caindo para 33ª posição, e na Saúde para 34ª. A pesquisa confrontou os gastos do governo (% do PIB) com indicadores de burocracia, corrupção, qualidade do Judiciário e informalidade. Na Saúde, avaliaram os gastos públicos, índices de mortalidade infantil e expectativa de vida. De acordo com Leonardo Fonseca, economista do Credit Suisse, “Os dados indicam que o setor público do Brasil é pouco eficiente, considerando todos os gastos feitos para conseguir certos resultados.” “Até 2012, parecia que o país não tinha restrição orçamentária. O governo só aumentava o gasto”, afirmou Paulo Coutinho, também do Credit Suisse. “Atingimos a recessão, com todas as complicações.” Todas as nações que se desenvolveram bem investiram pesado na Educação com qualidade. E o Brasil, o que faz? A Conferência Nacional de Educação 2014 determinou que os recursos para Educação deveriam crescer de cerca de 3% para 10%, além de outras propostas. O que ocorreu? A verba foi reduzida ainda mais! E em São Paulo? O presidente do Fundo Estadual de Educação, Barjas Negri, tem mais de 140 processos na Justiça, dezenas por Improbidade Administrativa, inclusive neste Fundo.

Qual é a eficiência da Justiça para garantir o bom uso dos escassos recursos da Educação? Muitos destes processos estão no TJ, em 2ª instância; e por que demoram tanto para julgar? E o governador não toma providência? Por quê? E os deputados não cumprem o dever de fiscalizar? Temos exemplos aqui mesmo em Piracicaba. Nosso lixo é transportado a um custo altíssimo e antiecológico para aterro particular em Paulínia, desde o 1º governo Barjas, após abandonar o projeto deixado pelo governo anterior, elaborado por equipes da USP/São Carlos, bem mais barato e com maior interesse socioambiental.

A coleta seletiva também, desde então, com maior custo, tem apresentado ‘evolução’ irrisória em comparação com outras cidades! Para a mobilidade sobram obras ruins que priorizam carros, com pouca atenção para o transporte coletivo, pedestre, ciclista... Obras geralmente são mal feitas e pela mesma empresa (desde 1º governo Barjas). Por quê? E por que ‘falta dinheiro’ para eliminar a injustiça de usuários de ônibus pagarem pelas isenções (idosos, pessoas com deficiência, o Elevar e estudantes) que elevam mais de 30% a passagem? E por que, ao criar o Conselho Municipal de Mobilidade, o prefeito enviou à Câmara projeto ‘esquecendo’ representantes de usuários do transporte coletivo, dos ciclistas, entre muitas falhas? E por que os vereadores aprovaram este projeto (só 1 voto contrário) sem alterações, mesmo havendo proposta de substitutivo da sociedade? E o que fez o promotor Fábio Salem, cujas providências a Amapira solicitou pelo ofício nº 2399/2014? E quando promotores enviam ações para a Justiça, por que o juiz quase sempre indefere? É a eficiência de que precisamos? Na mesma linha, por que falta dinheiro para nossa Saúde pública? Quantos sofrem ou morrem por isso? Na Educação, vale ressaltar a dedicação com que a atual secretária municipal faz ‘milagres’ (coisa rara!).

O Semae já foi exemplar, fornecia água boa, preço justo e rápido atendimento às solicitações. Devagar foi mudando e, após a PPP do esgoto, subiu muito a tarifa. Muitos usuários receberam contas absurdas. Há interesse para resolver a injustiça? Eficiência?! Aumentos inoportunos do perímetro urbano (bairros distantes) elevam a tarifa de ônibus, as taxas do Semae, além de prejudicar a agricultura, os aquíferos... Conforme artigo 1º da Constituição, todo o poder é do povo, que paga tudo dos representantes dos três poderes. Então, por que nos atendem tão mal? Não passou da hora de exigirmos respeito? Que tal começarmos pela recomendação de Eça de Queiroz? “Os políticos e as fraldas devem ser trocados periodicamente e pelos mesmos motivos”. São raríssimos os que convém reeleger! Vale ressaltar que voto nulo nada ajuda! É preciso renovar, escolhendo com critério, desconfiando de ‘campanha milionária’ (de onde vem o dinheiro?). É difícil, mas só assim muitos países melhoraram.


Juan Sebastianes

É professor e engenheiro agrônomo


 
 
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