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As faces da intuição
Francisco Ometto Júnior
01/08/2016 11h23
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“Quando tomamos decisões pequenas, é vantajoso analisar os prós e os contras. Nos assuntos vitais, a decisão deve vir do inconsciente, de um lugar recôndito em nosso interior” (Sigmund Freud). Intuição é dom?

Existe inteligência intuitiva? Mas... quem não tem, está fadado a decisões erradas? Muitas vezes nossas escolhas são traiçoeiras... muitas vezes nem sabemos o que realmente queremos... e muitas vezes achamos que tomamos a decisão certa, mas depois percebemos que as coisas não saíram como pensávamos ou queríamos... E aí?

Faltou intuição? Faltou inteligência? Enfim, o que faltou?

Intuição é um termo controverso na Filosofia, porque absorve tanto o senso comum quanto o pensamento culto.

Se de um lado denota uma antevisão ou uma presciência, de outro nos dá o direito de agir com base no conhecimento.

E aí está a beleza e a sabedoria da filosofia, pois filosofar é um exercício e exercitar a filosofia nos capacita para a intuição.

Como essa sequência é perfeita à luz dos que valorizam o pensamento que abre as portas para o único caminho da verdadeira felicidade: a liberdade inteligente!

Então, vamos viajar e... refletir!

Steve Jobs disse que a intuição é “mais poderosa que o intelecto, mas não importa como a articulamos, todos nós sabemos intuitivamente o que ela é”.

Você já ouviu falar em pessoas intuitivas?

Ser uma pessoa intuitiva significa ter uma capacidade inata de sentir e perceber intuitivamente coisas que nem todos percebem.

Mas, então, essas pessoas são especiais ou privilegiadas por isso? Não!

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Ilustração: Erasmo Spadotto

Assim como elas, podemos dizer que todos nós temos esse ‘dom’. Intuição é nata! O grande segredo é que cabe a você escutá-la ou não, para, então, tomar as melhores decisões para sua vida.

Quantas vezes estamos prestes a fazer algo ou tomar alguma decisão e ‘ouvimos’ uma voz interior nos alertando para a decisão correta...

Quantas vezes, mesmo depois de tomarmos a decisão errada, essa voz continua a nos alertar, e ainda tendo tempo de alterar a rota errada, continuamos a nos sabotar...

Sabe aquela situação em que precisamos tomar uma decisão e fica aquele pressentimento de que não vai ser uma boa ideia? Você já passou por isso?

Quantas vezes somos, de alguma forma, ‘alertados1, mas, na maioria das vezes o que prevalece é a nossa vontade.

E aqui cabe uma fundamental reflexão: ‘vontade baseada em que?’... Lembro-me de uma vez, ainda criança, quando estava na casa do meu avô e vi um ninho de passarinhos. Decidi subir na árvore, mesmo sendo alertado de não fazer e, ao pegar o ninho, foi algo tão mágico!

Nunca tinha visto filhotes de passarinho tão de perto. Mas a alegria durou pouco... um deles caiu do ninho e morreu.

Foi a pior coisa que poderia ter me acontecido, afinal de contas, nunca mais me esqueci deste fato.

Com essa analogia, demonstro como muitas vezes agimos sem dar o devido valor à nossa intuição, seja ela nata ou inteligentemente construída (como muitos chamam, ‘inteligência intuitiva’).

É importante nos cercar de pensamentos racionais que nos levam a tomar uma decisão, entretando não devemos nos esquecer de pensar demais ou racionalmente demais pode levar nosso cérebro a uma 'pane' que nos empurará fatalmente a uma decisão errada, sendo que os maiores exemplos disso são as crenças limitantes, os traumas e os pensamentos voltados ao passado, eliminando o dinamismo da vida.

Eu não tenho dúvidas de que, quando você se depara com a necessidade de uma decisão importante, a intuição venha lhe dar uma posição.

A partir daí caberá a você segui-la ou não, através dos benefícios que você precisa saber extrair da inteligência intuitiva.

Razão e emoção. Mas, não obstante, vem a intuição ser o equilíbrio sensato e a decisão inteligente. Pense, mas não o bastante para se sabotar.

Entenda a importância do entendimento e do uso correto da intuição, pois isso certamente mudará por completo o rumo da sua vida.


Francisco Ometto Júnior

É professor e psicanalista


 
 
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