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Um campo inexplorado
Marcelo Pelucio
12/08/2016 10h59
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A confusão cotidiana da expressão de intimidade entre as pessoas e seus comportamentos sexuais causam a maior parte das rejeições acerca da sexualidade humana e nas acaloradas discussões intergêneros.

Ela integra os processos de formação da personalidade e caráter, em tese, mesmo em menor proporção, pode também modificar o temperamento no ‘pacote’ hereditário, porque a interação entre as pessoas modifica suas características em cada fase da vida. 

Conectada à saúde física e mental, raramente consciente, detém a capacidade de modificar a coloração emocional dos indivíduos devido à grande influência nos desejos e a repressão exercida pelo meio. 

O comportamento sexual geneticamente incorporado à nossa espécie está ligado ao processo de socialização. 

Exemplo: a essência interior demonstrada na agressividade é uma resposta ligada aos impulsos e realidade individual de supressão das necessidades sexuais. 

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A cognição se constrói dia a dia e, após a puberdade, a identidade de uma pessoa, em boa parte, será modificada através da sexualidade.

Sua capacidade de assimilação das regras sociais, culturais, religiosas, políticas e morais, somadas às características físicas, hormonais e nutricionais, formarão os aspectos psicológicos individuais. 

Como entender o apetite sexual? Segundo o paleontólogo Michel Brunet, a espécie humana possui um ancestral comum com os Pan Troglodytes e Pan Paniscus, denominado Sahelanthropus Tchadensis. 

Esses animais são, respectivamente, os chimpanzés comuns que resolvem os seus ‘impasses’ numa dinâmica social de coalização dos machos e com a coleta de frutas e alimentos; em contrapartida, o chimpanzé anão ou Bonobo vive numa ‘sociedade livre’ — não cria relacionamentos longos e o sexo é um ponto fundamental para solução de conflitos. 

Não sabemos solucionar assim e na história estão registradas guerras e disputas por motivos sexuais. 

Estes seres vivos compartilham 99% do DNA conosco e, como no caso humano, o sexo é praticado para a reprodução e também no ‘lazer’, portanto, o condicionamento e bases da sexualidade, mesmo em outros animais, parecem estar conectadas às características sociais. 

Os primatas superiores trocam beijos e abraços, atos que fortalecem os vínculos naquelas sociedades, no caso específico do Homo Sapiens, a dialógica apresenta um vasto campo inexplorado para melhorar os processos psicossexuais, humor, criatividade, vivenciar novas experiências, diminuir o estresse e frustração. 

Embora a manifestação da sexualidade seja biológica e componente essencial para o bem-estar pessoal, em nossas origens hipoteticamente as matriarcas dominavam. 

O quadro atual tolera apenas a demonstração do interesse sexual no lado masculino. 

Os homens apresentam dificuldades para compreender a sexualidade e caminham sempre na busca de satisfação proporcionada pelo ato sexual.

Fora deste contexto, seu refúgio está na sensação de paz interior encontrado na profissão, passatempos e amizades masculinas, enquanto culturalmente a mulher ainda é oprimida em diversos pontos. 

As contradições e complexidades femininas giram em torno da repressão à sexualidade, que provoca efeitos danosos. 

Perguntada acerca disto, a mulher pode não ter nenhuma ideia do que quer. 

Embora seja um tema com larga amplitude, poderá descrever a necessidade de encontrar um ‘príncipe encantado’ ou explicar os testes de aptidão aplicados nos homens que se aproximam.

Esperar respeito e carinho é natural, mas retirar elementos importantes de sua própria sexualidade, tal como a capacidade de explorar as vontades, mantém os paradigmas implantados pelas famílias e conceitos do local onde habita o que, por vezes, potencializa o isolamento social mesmo nas localidades cosmopolitas. 

O simples ato de sorrir está vigiado por si, controlado pelos outros e o estado psíquico conhecido por felicidade desconectase do encontro entre os gêneros porque fica registrado apenas como uma atividade erótica. 

Este assunto interessante causa curiosidade e nos leva a procurar caminhos, amizades e encontros para desvendar os mistérios da simbologia envolta nas habilidades sexuais; trata-se de algo encorajador e perigoso, como ficar no ‘local’ da queda de gigantes meteoros.


Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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