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Ano pesado
Jaime Leitão
29/12/2016 12h50
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Um adjetivo que cabe bem para definir o ano de 2016 que está terminando é: pesado.

Poderia também acrescentar outro adjetivo: tenbroso, pelos inúmeros acidentes e mortes de artistas e cantores que marcaram várias gerações.

A última péssima notícia deste ano foi a morte da atriz e escritora Carrie Fisher, aos 60 anos, que ficou famosa por encarnar a carismática princesa Leia, na trilogia ‘Saga Star Wars’, de 1977 e 1983, reprisada a partir de 2015. Também escritora, Carrie Fisher, com um humor cáustico e uma sinceridade fora do comum, escreveu no seu mais famoso livro ‘Memórias da Princesa’:

“A última coisa que eu queria era entrar para a indústria do entretenimento, que distribuía doses homeopáticas de desconforto e humilhação como lanches mornos em exibições de filmes”.

Acabou sendo cooptada por essa indústria, transformando-se em um mito, mais ainda agora com a sua morte prematura. Um dos papéis mais relevantes de Carrie Fischer foi no filme ‘Hannah e suas Irmãs’, de Woody Allen.

Em 2014, atuou com brilhantismo em ‘Mapas para as Estrelas’, sátira a Hollywood, filme dirigido por David Cronemberg, em que ela interpreta a si mesma. Com uma história de vida conturbada, que inclui uso de drogas e outros problemas, a estrela princesa sai da vida no auge da sua carreira, deixando gravada participação em mais um episódio da saga Star Wars, que deverá ser exibida em 2017.

Outra perda sentida foi a do cantor britânico George Michael, aos 53 anos.

Corajoso, assumiu que era gay na década de 90, enfrentando o preconceito que havia crescido substancialmente naquela época pelo fato de vários artistas gays terem morrido de Aids.

A sua música, dançante, envolvia plateias de idades variadas.

Morreu no auge, deixando composições que precisam ser ouvidas não só para homenageá- lo, mas para que possamos perceber mais ainda a riqueza melódica das músicas que interpretou.

Morreu também esta semana o ator Ricky Harris, que ficou famoso pelo papel na série: ‘Todo Mundo Odeia o Chris’. Atuou ambém em filmes como ‘Fogo Contra Fogo’ , ‘Tempestade’ e ‘Dope: Um Deslize Perigoso’. É difícil estatisticamente calcular e comparar um ano com outro.

Em todos os anos, ocorrem fatos marcantes, muitas mortes, acidentes, crises em vários países, mas a sensação é que esse ano foi além da média dos demais.

O massacre de mulheres, homens e crianças em Aleppo é um exemplo desolador das atrocidades ocorridas este ano. E há muito mais.

Quantas mortes no Rio, ao longo do ano, por balas perdidas.

Queremos que 2016 termine logo e que o próximo ano seja menos pesado e com mais esperança. Nunca vimos uma situação como essa de servidores públicos com salário e décimo terceiro atrasados.

Comércio em crise. Desemprego chegando a números estratosféricos. Ufa!! Chega de crise!!


Jaime Leitão

é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação


 
 
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