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Um terreno fértil
Marcelo Pelucio
29/12/2016 13h14
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Ilustração: Maria Luziano

Muitos perguntam: “Como faço para entender os enigmas e complexidades da mente humana?” Este é um ‘lugar’, onde a abstração é a ‘matéria-prima’. 

Os cérebros, quando são olhados diretamente ou nos microscópios eletrônicos, apresentam apenas massa cinzenta e branca, veias, artérias, sulcos, giros, fissuras, pulsos elétricos ou estruturas fisiológicas. 

Até o momento atual, pensamento, cognição, memória, sonho, emoção, vontade, capacidade e percepção não estão disponíveis para leitura ou mensuração, nem mesmo nos equipamentos mais sofisticados.

Leonardo da Vinci conheceu as estruturas orgânicas do Homem, dissecando-as e desenhando, não precisou mais do que a capacidade quase insuperável no controle do lápis e ‘estômago’ — ao suportar o cheiro cru das entranhas — para transformá-las nos melhores ‘guias’ do corpo naquela época e alguns séculos depois. 

No entanto, para conhecer esta espécie, apenas aprender sobre as suas capacidades fisiológicas, estruturas ou comportamentos não resolve muito. 

A abordagem deve ser diferente — um trabalho que demanda a necessidade de acumular experiência, paciência e dedicação. 

Somente a somatória de muitas ciências, tais como antropologia, sociologia, linguística, biologia evolutiva, história ancestral, antiga e contemporânea, pode abrir os caminhos entre muitas encruzilhadas. 

Todos os seres apresentam diferenças uns dos outros, antagonismos que podem gerar confusões entre os indivíduos.

Também, decidir entre as alternativas, seguindo ou não padrões existentes, culturas ou interesses, têm o potencial de provocar pensamentos, batalhas ou disputas dentro de si mesmo na tentativa de explicar internamente sobre medos, desejos ou vontades. Essas contradições íntimas provocam os ‘conflitos internos’. Quais as soluções para eles? Uma metodologia adequada sobre os ganhos ou perdas sugere bons resultados e provoca, de modo geral, os primeiros passos para alcançar, com cooperação, o equilíbrio dos ambientes, sejam quais forem. 

Quase todo mundo já esteve numa situação de conflito e o comportamento naquele momento foi ‘analisado’ interna e, também, externamente por aqueles que presenciaram o fato. As pessoas, em sociedade, se transformam gradualmente. 

O desejo de fazer parte dos grupos, às vezes, cedendo para satisfazer a curiosidade, outras revisando e discutindo as suas necessidades — discordam, aglomeram, organizam ou desorganizam as coisas. 

Seus objetivos raramente podem ser entendidos com facilidade, mas os comportamentos, estados emocionais e objetos de atenção semelhantes, podem oferecer pistas para o observador atento. 

De alguma maneira todos sentem ou ressentem, em seu interior, de modo casual, dramático ou espontâneo a força das regras e interesses comuns. 

Através de processos inconscientes ficam afetados nos seus valores e os mecanismos básicos de ‘defesa’ apresentam, em linhas gerais, atitudes positivas de convívio interpessoal ao incorporarem bons posicionamentos, mesmo sem racionalizarem as sublimações impostas às suas frustrações. 

Os estímulos são um terreno fértil para o trabalho daqueles que buscam criar e orientar novos caminhos em todo tipo de ‘solo’.


Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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