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Vacas, elefantes e Seu presente dromedários superfaturados
Marly Therezinha Germano Perecin
26/12/2016 12h29
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Brincadeiras à parte, é tudo verdade.

Certo deputado se tornou o maior pecuarista do país, vendendo as suas vacas superfaturadas ao governo.

Empresas de grande porte também superfaturaram estádios-dromedários e elefantes-navios sondas, satisfazendo a incrível voracidade dos corruptos, graças ao nosso pobre dinheirinho.

Ora, direis, é Natal e o povo brasileiro está rico, milionário de esperança. É só. Que as reformas da Previdência e do Trabalho comecem pelos políticos e autoridades dos Três Poderes, passe pelos altos salários acima do teto, não cometam distinção de hierarquias ou corporações, sejam militares, bombeiros e policiais, que as virtudes republicanas se balizem pela igualdade perante a Lei, antes de chegar aos últimos segmentos da sociedade.

Que tudo seja explicado didaticamente, à luz da verdade e da justiça, como entre os povos civilizados, que a sociedade ‘dos mais fracos’ não venha a ser condenada a arcar com os prejuízos causados pelos ‘mais fortes‘ e os desastres do lulopetismo.

O ônus deve ser repartido para todos com equidade e sabedoria. Isso assentado, se poderá passar para outras etapas reformadoras e indispensáveis a um país sério.

Será pedir demais?

Que o povo se conscientize de que precisa votar com inteligência e seriedade, sem se deixar envolver pelo marketing dos candidatos, mas pela rigorosa ‘Ficha Limpa’ de cada um, que passe a exigir as contraprovas da sua eficiência na forma de planejamento e trabalho, que a séria triagem seja feita primeiramente no interior dos partidos e que a eleição seja distrital, para que não se perca o diálogo com o representante eleito. Representado e representante devem estar coesos nos mesmos programas de conduta e trabalho. Tudo muito republicano! Não será demais.

Já se fala que o governo Temer não se aguentará por dois anos, por ser fraco e impopular. Entretanto, a sociedade não aceitará eleição indireta, justamente porque o Congresso perdeu a sua representatividade. Se a previsão acima se concretizar, seja pela cassação da chapa Dilma-Temer, seja por renúncia ou impeachment, unicamente a eleição direta terá significado contra a ameaça de ingovernabilidade do País.

Vivemos uma situação gravíssima e os políticos parecem não se dar conta.

Tudo o que fazem ou pretendem é buscar se blindar contra a Lava Jato, as Delações da Odebrecht, manobrar nas sombras, como a pretendida Lei da Anistia ao Caixa 2, ou o projeto das 10 Medidas que mutilaram inteiramente impondo forte retaliação ao Judiciário, ao Ministério Público e à Polícia, ou buscando aprovar a Lei contra o Abuso de Autoridade, que os poderá salvar.

A qualquer necessidade do Executivo levantam chantagens, ameaçam a votação de importantes projetos nacionais como ocorreu com a PEC do Teto dos Gastos e agora com a Reforma da Previdência, só pensam em eleições internas para a presidência da Câmara e do Senado, ou em 2018, representando a farsa da democracia, coisa impossível sob a chancela das figurinhas icônicas da corrupção, Geddel, Juca, Renam e Cia. O que se pode esperar de Temer?

Em seis meses de governo já perdeu sete auxiliares diretos por motivo de corrupção e está na iminência de perder os dois mais importantes, Eliseu Padilha e Moreira Franco, pelos mesmos motivos.

Ele próprio foi atingido frontalmente, já na primeira das 77 Delações, mas apesar da tensão, sabe que goza de imunidade presidencial. Para colocar o Brasil no rumo da recuperação econômica, não pode varrer a sujeira política para baixo do tapete, tem de oferecer a competência da equipe econômica e a sua honestidade pessoal.

Bela retórica e gestos eloquentes não salvam o País, não limpam a política da podridão, nem obrigam o Congresso a trabalhar pelos interesses nacionais e não os próprios.

Sempre acuado pela Lava Jato, chantageado pela base aliada e o centrão, todos fisiologistas, cedendo sempre para não perder o seu apoio político, sem força para enfrentar Renan Calheiros e colocá-lo no seu devido lugar, parece esquecido de que a sua posição é ao lado do povo a quem pertence a soberania nacional.

Peço a ajuda de Papai Noel ao Brasil, neste Natal.


Marly Therezinha Germano Perecin

é historiadora.


 
 
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