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A escalada do ódio
António Mendes Thame
27/01/2017 10h57
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Acompanhamos, de perto e de longe, a escalada do ódio em nível mundial.

São comportamentos que revelam o quanto o ser humano pensa cada vez mais em si, ignorando o altruísmo.

São cada vez mais comuns atitudes de intolerância, prejudicando a convivência democrática, que deveria ter como base a pluralidade e o respeito ao próximo.

Na Europa, são registrados casos de intolerância, falta de respeito e xenofobia.

Exemplos mais drásticos vieram à tona, nos últimos tempos, com a crise imigratória e o registro de naufrágios, afogamentos de crianças, construções de muros e prisões de imigrantes, em especial árabes e africanos, ignorando a necessidade dos que precisam de abrigo e acolhimento.

Nos Estados Unidos, a vitória e a posse do republicano Donald Trump como presidente suscitou movimentos de ódio, racistas e xenofóbicos.

Nos dias seguintes às eleições do presidente, foram realizados protestos em todo o país defendendo direitos básicos do cidadão. No Brasil, acompanhamos diariamente casos de intolerância nas redes sociais.

Vão desde posições políticas a valores humanos, incitando preconceitos de classe, raciais, de gênero e religiosos, entre outros. O quadro é apenas reflexo do que acontece nas ruas.

Balanço da Secretaria de Segurança Pública, divulgado em novembro do ano passado, revelou que as delegacias de São Paulo registraram, em média, um crime de intolerância a cada 69 minutos, em um ano.

Os dados foram reunidos desde novembro de 2015, quando passou a ser obrigatório notificar se a ocorrência envolvia algum tipo de discriminação.

Os boletins foram de homofobia, intolerância racial, intolerância de origem e religiosa.

Em todos os grupos, os delitos mais cometidos foram injúria e ameaça.

Como podemos contribuir para mudar esta situação?

Seguindo a linha de pensamento da futuróloga e economista Hazel Henderson, autora do livro ‘Cidadania Planetária’, qualquer pessoa pode ser um cidadão planetário e contribuir para a construção de um mundo melhor.

Isso significa que qualquer pessoa pode e deve ter responsabilidade por sua família, pelo meio ambiente e trabalhar para fazer a coisa certa em cada área da sua vida, contribuindo para mudanças globais.

Todos fazemos parte da grande família e habitamos a mesma e pequena espaçonave chamada Terra.

É essa imagem que, segundo Hazel, deve nortear as nossas ações. Isso pode significar reciclar, economizar energia, plantar, cuidar das crianças, ser um bom cidadão em todos os níveis, sobretudo, respeitando a diversidade de culturas.

A tolerância e a resolução de conflitos devem ser cultivadas pelos adultos e ensinadas às crianças.

Para a futuróloga Hazel, o Brasil é uma superpotência mundial por conta do seu povo, da sua cultura, da sua criatividade e de seus recursos naturais.

Ainda há tempo, com a participação e colaboração de todos, de ser um exemplo para o mundo de como conviver de forma mais harmônica e menos destrutiva.


António Mendes Thame

É deputado Federal pelo PV-SP


 
 
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