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Poupe quem você ama
Plinio Montagner
10/01/2017 10h45
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O amor e a amizade são os elos mais fortes de união entre pessoas.

Se sinceros, valem para sempre e não precisam de estímulos para brotar.

Às vezes, porém, um anjo mau pode interferir na relação.

É um momento perigoso se depois da conquista o vencedor se sentir fortalecido e espaçar os carinhosos contatos, as flores e as desmedidas atenções próprias do início do namoro e do casamento.

Nascemos, vivemos e morremos sós. Mas isso não interessa, é uma força de expressão.

A verdade é que ninguém consegue viver sozinho, o homem precisa viver em grupos para sua sobrevivência.

Sem essa cumplicidade a humanidade desapareceria.

Forte ou não, dissimulado ou real o amor, é hora de o prejudicado chegar-se ao outro e abordar o fato.

Manter a família é uma necessidade, porém só sobrevive com a reciprocidade de afeto.

A família é a fonte primária da pátria, o germe da civilidade, parafraseando o mestre Rui Barbosa em um de seus maravilhosos discursos: “A pátria é a família amplificada...” Para se viver bem em um grupo todos os membros devem manter uma relação sucessiva de afeto e respeito, como um remédio de uso contínuo que, se falhar, a doença pode voltar. Havendo sinceridade, ama-se por inteiro, amamos os defeitos, o feio, o imperfeito e o belo.

Embora seja assim, não deveria acontecer um lado da relação denegrir e conspurcar aquele que mais deveria proteger e amado.

Como pode acontecer o deboche, o desprezo, o prêmio, a beleza, a preciosidade?

Nem tudo que acontece em nossa vida é efeito de nossa escolha, mas esse tipo de atrevimento é sim, uma escolha nossa.

É maravilhoso estar ao lado de quem aprecia nossa companhia e nossa presença.

Por isso devemos oferecer o tempo à pessoa certa. Insensato é quem se apoia em portos inseguros. Frase de Neruda: “O amor é curto, o esquecimento é longo”.

É tolice subestimar alguém porque a vida é uma dança de cadeiras - um dia de pé, outro sentado.

O homem bom não se aproveita da fragilidade do menos favorecido, que também é forte pela paciência de suportar incivilidades e indiferenças.

Tudo tem limites. Pode-se vencer a primeira etapa do jogo e ser derrotado na segunda fase da vida. Não há vitórias nem derrotas eternas.

Depois de ofendida a dignidade do parceiro fica muito difícil se restabelecer a confiança e o sentimento, pois o arrependimento não conserta o que foi despojado.

É uma taça trincada. Sejamos generosos. A generosidade torna o convívio mais seguro e melhor. Num ambiente em que as pessoas são generosas, todas se sentem melhor pela certeza da segurança.

Ser generoso é estar disposto a estender a mão, a dar, a ofertar, a cuidar do outro com a mesma dedicação que gostaria de ser cuidado.

Em qualquer união de amizade ou conjugal, havendo espeito mútuo, haverá ambiente para relações contínuas e respeitosas.

Havendo reverência, não se abrigam o medo e traição.


Plinio Montagner

 
 
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