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Antes de fazer a reforma
Da Redação
16/03/2017 13h35
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Ontem, em várias capitais e também em muitas cidades do interior do país, houve mobilização de sindicatos e trabalhadores protestando contra as reformas previdenciária e trabalhista. Houve paralisação de serviços de ônibus, metrô e muitas escolas não funcionaram. Estava mais do que evidente que a reforma, como foi concebida, não seria engolida a seco, sem nenhuma reação.

Antes de partir para as reformas, principalmente a previdenciária, o governo deveria investigar sobre como foi gerido o FGTS nos últimos anos para não penalizar principalmente futuros aposentados que estão na base da pirâmide ou um pouco acima. O Fundo de Garantia rendeu muito menos do que a inflação e também foi utilizado para fins que não estão claros e que precisam ser bem explicados.

Fazer uma reforma a toque de caixa,utilizando um discurso intimidatório, enfatizando que se ela não for feita agora, haverá um colapso do sistema nos próximos anos e décadas, só cria mais confusão e resistência daqueles que sabem que serão duramente prejudicados.
 
Em um país com certos setores recebendo bem acima do teto, e com algumas aposentadorias atingindo cifras milionárias, fica difícil convencer a população de que a reforma tem que ser feita de maneira vertical, de cima para baixo, penalizando quem ganha menos.
 
Falta transparência, divulgação mais clara e objetiva sobre como se dará de fato a reforma e se ela atingirá todos os setores, inclusive os mais favorecidos .
 
Com essa crise toda, e a Lista de Janot caindo sobre a cabeça de ministros e presidente, o momento não é o mais propício para mexer nesse vespeiro.
 
Os políticos, abalados com a bomba lançada sobre eles na última terça-feira, fingem que não é com eles, que a agenda de votações será mantida, que continua tudo normal. Normal como? Citados nas delações da Odebrecht, pressionados pelas ruas, como dizer que está tudo normal?
 
O perigo é o debate sobre as reformas da Previdência e trabalhista tomarem conta do cenário e deixarem em segundo plano as denúncias. A Lava-Jato não pode esmorecer ou deixar se intimidar por nenhuma pressão.
O governo está com as barbas de molho e deve continuar assim ainda por um bom tempo. Não é hora de reformar nada, mas de buscar a sobrevivência, o que não será tarefa fácil.
 
Temer insiste em dizer que a população compreenderá que ele está fazendo tudo com a melhor das intenções. Será que convence? Estamos em uma encruzilhada. Saímos de um governo tenebroso, caímos em outro que parece ser tão tenebroso quanto. Tenebroso, temeroso. Q ue trocadiho mais infame. Desculpe, mas não conseguir evitar.
 
Enquanto os nomes da Lista de Janot vão sendo conhecidos, Brasília tenta se equilibrar em meio ao tsunami que está só começando. Ainda deve ir longe.

Da redação

 
 
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