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Deixa a vida me levar!
Francisco Ometto Júnior
25/03/2017 06h00
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“Mas o que acontecerá, se descubro, porventura, que o menor, o mais admirável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, precisa da esmola da minha bondade e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar?” (Jung)
 
Deixa a vida me levar!.jpg

Ilustração: Maria Luziano

Pesquisas se acumulam em livros e estatísticas mostrando o que a maioria das pessoas revela nos últimos momentos da vida, seja de forma abrupta ou em função de doenças terminais; em situação de riqueza ou pobreza e sem exceção a qualquer tipo de classe. Impressionante é a inter-relação das respostas, que tendem para um só foco: arrependimento, frustração e mágoa. Cabe aqui uma análise: “essas pessoas se amaram?”
 
Somos imediatistas, mesmo paradoxalmente planejadores. Vamos, normalmente, para o lado que achamos mais prático, para o lado que nossas crenças, costumes, cultura ou influências nos impulsionam - sem contar as ordens que desde a infância recebemos. Tudo isso, juntamente com a rotina que envolve (ou escraviza), nos entrega ‘de bandeja’ ao piloto automático da existência.
 
A vida não deve ser como ela é. Ela deve ser como você quer que ela seja. Mas muitos descobrem isso tarde, ou nunca. Registre: a vida só será como você quer quando você “tomar as rédeas de si mesmo”. Agora, se ela não for como você quer, prepare-se para sérios problemas. E aí se completa o famoso termo que tem sido tão falado ultimamente: ‘autoconhecimento’. Simples de entender: “o que é realmente dominado sem conhecimento?”
 
Conhecimento... Assunto tão antigo e tão poderosamente atual, cada vez mais.
 
Costumo dizer que é fundamental praticarmos a dúvida. Duvide! “Por que tem que ser assim?” Não aceite as coisas como elas chegam a você. Analise o que pode estar por trás delas, qual a finalidade. Não só dos outros, mas principalmente de você mesmo, ou seja, faça-se a pergunta: “Por que eu estou ansioso por causa disso?”; “Por que eu não aceito determinada coisa?”; “Por que isso me faz sofrer?”; “Por que eu não consigo isso ou aquilo?”. Aprofunde-se, trabalhe verdadeiramente nisso e você terá excelentes surpresas, se for perseverante.
 
Dúvida leva à reflexão e a falta de reflexão é paradoxalmente o principal veículo que está conduzindo muita gente a um caminho sem direção. Nosso psíquico busca a todo custo responder e resolver o que não está respondido ou resolvido dentro de nós. Esse é um assunto extremamente sério e pouco valorizado. É preciso entender que, se existe alguma pendência nesse sentido dentro de nós, ele (psíquico) vai tentar resolver - seja da maneira que for. Portanto, não tenha dúvida, o desequilíbrio entre o original (que nasce conosco) e a cópia que podemos estar nos transformando (voluntariamente ou não), é a principal causa dos desajustes, transtornos, frustrações e problemas que as pessoas estão vivendo atualmente. 
 
Precisamos ter a sabedoria da humildade e da perseverança. Sair de nós mesmos e enxergar o que não estamos enxergando. Na maioria absoluta das vezes tomamos decisões baseadas em nossa zona de conforto, comodismo e outros ‘ismos’, retroagindo nossas vidas e deixando de lado maravilhosas oportunidades de avançarmos para dimensões superiores, talvez por orgulho ou pela escravidão da acomodação.
 
“A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina a quem não sabe ser um aluno”. (Augusto Cury)
 
“Um homem entra em um edifício e chega ao elevador. O ascensorista pergunta: “Para que andar vamos?” Responde o homem: “Para qualquer um! Eu já estou no prédio errado mesmo...”
 
Caro leitor (a), possivelmente você já deve ter ouvido ou lido esta piada. Para mim, além de engraçada, ela traz como pano de fundo uma extraordinária e profunda mensagem: Você está no prédio que realmente gostaria de estar?

Francisco Ometto Júnior

É professor e psicanalista


 
 
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