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O que te limita?
Francisco Ometto Júnior
25/02/2017 19h02
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Um homem muito forte conseguia levantar uma enorme vaca por cima dos ombros, para espanto de quem assistia. Todos perguntavam como que ele conseguia realizar aquilo, mas ninguém sabia responder. Diziam apenas que ele era um homem forte. Entretanto, uma pessoa não se conformou e foi além.

Chamou o homem e perguntou o possível “segredo”. O homem simplesmente respondeu: “Eu tenho levantado esta vaca aqui todos os dias, no mesmo lugar, mas as pessoas não se importavam e nem davam bola, pois a vaca era só um bezerro e eles não achavam isto nada de tão extraordinário”.

O fato, caro leitor, é que normalmente as pessoas sempre reparam e se lembram das grandes realizações, mas não reparam ou se lembram de tudo o que foi preciso fazer e vencer para se chegar até lá. Tenho insistido em falar sobre crenças, porque a cada dia vejo mais o poder que esta palavra tem na vida das pessoas.

O que se é ou o que se tem é fruto do que você acredita e, de maneira direta e consequente, tudo o que fazemos é o retrato fidedigno das nossas crenças. Tenho ouvido muitas histórias de pessoas que simplesmente perderam seu brilho ou pelo menos alguns deles, por “colocarem vida” no que ouviram de outras pessoas, próximas ou não. Infelizmente temos pais que, sem maldade ou esclarecimento, colocam crenças perigosas na mente de seus filhos pequenos (e até grandes). Temos também amigos, irmãos, colegas de trabalho ou de escola, conhecidos, etc., que - com maldade, inveja ou não — descarregam seus “lixos emocionais” no primeiro que aparece que, “por acaso”, pode ser você, e que, se não estiver preparado, “compra” a ideia e a “crava” para o resto da vida, acumulando transtornos e doenças, se não tiver a coragem e a perseverança de buscar ajuda para romper com esses processos. “Quem não critica o que crê não lapidará suas crenças, quem não lapida suas crenças será servo de suas verdades. E se suas verdades forem doentias, certamente será uma pessoa doente.” (Augusto Cury).

É preciso lapidar crenças, como Cury observa. Ter liberdade é, principalmente, saber dizer não. É saber criticar a si próprio e mudar o curso dos acontecimentos e dos sentimentos, quando necessário. Falando nisso, reflita: por que as crianças são tão alegres, vivas, otimistas, sinceras, sonhadoras, realizadoras, mas os adultos — em sua maioria — quanto mais o tempo vai passando, mais vão ficando rabugentos, pessimistas, reclamões, negativos e aí por diante? Somos um produto do nosso passado; refletimos hoje o que registramos e acreditamos até agora, na linha do tempo. Porém, grave isso: o grande triunfo do ser humano consiste em “alterar o que não lhe interessa ou aprisiona”.

E é raro quem tem a coragem para abrir a mente e mexer nisso. Henry Ford um dia disse: “Se você pensa que pode ou pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”.

As crenças limitam o ser humano, pelo simples fato de que ele, por mais que esteja convicto da realidade que está vivendo, não sabe que “por trás” trabalha um poderoso e complexo sistema de crenças e valores. Então, a realidade é “percebida” sob o ângulo das informações que recebemos durante nossa existência.

A impressionante sabedoria de Jesus Cristo já nos orienta sobre isso há muito tempo, quando Ele conta a parábola do joio e do trigo (Mateus 13, 36-43). Nessa parábola, Ele fala sobre um homem que semeou trigo em sua plantação, mas veio um inimigo e colocou junto sementes ruins (joio).

Os empregados dele queriam arrancar o joio, mas o homem pediu para deixarem crescer até chegar o ponto de observarem o que era trigo e o que era joio, pois se fizessem isso antes poderiam arrancar o trigo junto com o joio.

Que preciosa, profunda e atualíssima lição! A liberdade e o prazer de viver (reais e não utópicos) só acontecem efetivamente quando você começa a se enxergar além dos condicionamentos distorcidos que a vida lhe proporcionou, tomando as rédeas dela em função do “poder” que recebe, que nada mais é do que resultado do autoconhecimento.

Quando você chega nesse estágio, carrega o peso que for e chega onde quiser, simplesmente porque sabe (profundamente) quem realmente você é, o que quer e o que precisa ser feito para ter ou ser o que quer, sem interferências negativas, se tornando — além de vitorioso — um verdadeiro guerreiro de suas convicções e um ser humildemente superior.


Francisco Ometto Júnior

É professor e psicanalista


 
 
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