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Reforma da Previdência - o que está em jogo?
Matheus Erler
17/03/2017 11h05
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A Reforma da Previdência como apresentada é inviável para a economia e sobrevivência dos cidadãos brasileiros. Com a exigência de idade mínima de 65 anos a homens e mulheres para o direito à aposentadoria, e outras alterações, o governo ignorou completamente o fato de que, no Brasil, milhões de pessoas morrem antes dos 65 anos, e não chegam a essa idade aptos para trabalhar enfrentando muitos períodos de desemprego, trabalho precário e baixos salários.
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Ilustração: Maria Luziano

 
Dificultar o acesso dos trabalhadores à renda previdenciária num país em recessão e com 14 milhões de desempregados é uma insanidade. Caindo a renda da população, caem a capacidade aquisitiva, a demanda, a produção e o emprego. 
 
Nessa nova regra, a reforma previdenciária afeta diretamente as mulheres, sendo que as mesmas possuem piores condições no mercado de trabalho, desempenham dupla - ou até mesmo tripla - jornada e apresentam média de horas de trabalho semanais superior a dos homens.
 
No campo do trabalhador rural são múltiplos os efeitos da PEC 287, pois a reforma ignora as especificidades de um grupo populacional que produz aproximadamente 70% dos alimentos consumidos no país. Se a reforma for aprovada, a idade mínima também para o trabalhador e trabalhadora do campo será de 65 anos e contribuição mensal ao INSS por 25 anos, injustiça com esse trabalhador que não tem salário, que depende da produção.
 
Já para obter a Aposentadoria Integral, sem os descontos, o trabalhador terá que começar a trabalhar aos 16 anos, não pode ficar desempregado, e ainda terá de contribuir durante 49 anos para se aposentar aos 65 anos, proposta essa absurda, abusiva, fraudulenta do Governo Temer.
 
Outra grande preocupação dos trabalhadores brasileiros são as novas alterações relativas à pensão por morte. 
 
O governo pretende desvincular o benefício do salário mínimo e mudar a fórmula de cálculo. Também não será mais possível acumular duas pensões por morte ou pensão com aposentadoria, necessário será escolher o benefício mais vantajoso.
 
Para a aposentadoria especial hoje exige-se 25 anos de contribuição e não há idade mínima. Após a reforma serão exigidos 25 anos mais 55 anos de idade.
 
O governo incita a população acreditar que existe o déficit previdenciário, o rombo da previdência, quando na verdade sobram no caixa 70 bilhões por ano em média. Diz-se que sem a reforma e com a crise econômica o país estará prestes a igualar seu recorde de 11 meses seguidos de recessão, o desemprego aumentará e a arrecadação cairá.
 
A população deve se manifestar, cobrar, estar ciente de que a reforma da previdência como apresentada pelo Governo Federal fere os princípios constitucionais. 
 
O governo utiliza os meios de comunicação para propagar que o aumento da expectativa de vida e a baixa da natalidade farão do Brasil, dentre em pouco, um país com população majoritariamente idosa, tornando o sistema de repartição inviável e gerando a necessidade de substituí-lo pela capitalização, isso é mais um dos vários absurdos e mentiras que estão sendo veiculadas. 
 
Temer, o presidente, ao propor a reforma mente descaradamente em rede nacional, o governo faz uma conta para enganar o cidadão-trabalhador brasileiro, pois retira do cálculo as taxas e impostos definidos na Constituição para financiar a Seguridade Social, que inclui a Previdência, programas como o SUS e a Assistência Social. 
 
A Previdência Social é uma rede de proteção que ampara os trabalhadores e suas famílias em todas as etapas da vida, fica evidente então que o presidente ao propor tal reforma não está preocupado com a população, sendo que, o que está em jogo, é o futuro do país. 
 
Com uma previdência já bastante desequilibrada, tais mudanças recairão novamente no cidadão brasileiro que trabalha toda sua vida esperando o tão sonhado descanso merecido e seu direito à aposentadoria como garantia fundamental, intocável, benefício adquirido.
 
Seja contra a Reforma da Previdência Social, ainda há tempo. 
 

Matheus Erler

 
 
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