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Termômetro da economia, mercado imobiliário reage
Da Redação
30/03/2017 06h00
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Ilustração: Maria Luziano

Desde dezembro do ano passado, quando o Copom (Comitê de Política Monetária) surpreendeu ao anunciar o corte de 0,75 ponto porcentual da taxa Selic, e o governo lançou medidas de apoio ao crédito, o mercado imobiliário começou a reagir positivamente.
 
A reação tão esperada pela cadeia do setor imobiliário - que responde por 18% do PIB Nacional (Produto Interno Bruto) é um primeiro e tão necessário passo para a retomada do projeto de crescimento, imprescindível em um país tão jovem e que tem atravessado momentos delicados.
 
Os indicativos de apoio ao setor ganharam força com os anúncios realizados em fevereiro pelo Governo Federal. No dia 7, a confirmação de que famílias com renda de até R$ 9 mil poderiam aderir ao programa Minha Casa, Minha Vida. Menos de 10 dias depois, o aumento do valor máximo dos imóveis novos que podem ser financiados com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
 
As medidas se complementaram por outras boas notícias, como a liberação do saque das contas inativas do FGTS, o anúncio da quarta redução consecutiva a taxa Selic, em 22 de fevereiro, para 12,25% ao ano, e a criação positiva de vagas formais de emprego no mês de fevereiro, depois de 22 meses seguidos de resultados negativos.
 
Além disso, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas subiu 2,5 pontos em fevereiro, alcançando 81,8 pontos, o maior nível desde dezembro de 2014.
 
Segundo especialistas, a segunda alta consecutiva desse indicador no ano está relacionada à aceleração do ajuste orçamentário das famílias, resultado da desaceleração da inflação e aceleração no ritmo de queda dos juros básicos da economia. E atinge da mesma forma diferentes classes de renda.
 
Entre os itens avaliados, aquele que mede o ímpeto para compras de bens duráveis nos próximos meses foi o que mais contribuiu para o aumento da confiança no mês.
 
E essa constatação impacta diretamente sobre o setor imobiliário, tido como segmento de primeira necessidade, um dos termômetros da economia. Com esse resultado, mesmo bens maiores, como automóveis e imóveis, que estavam sendo alvo de maior cautela por parte do consumidor, já sinalizam reação em vendas.
 
Essa melhora na confiança tem muito a ver com a inclusão das famílias com renda de até R$ 9.000 nos programas de crédito do governo, com os benefícios trazidos pelas taxas de juros mais baixas que as de mercado.
 
Essa nova faixa do Minha Casa, Minha Vida traz para dentro do programa famílias que foram prejudicadas com a queda de arrecadação da caderneta de poupança nos dois últimos anos, e que ficaram desassistidas por linhas de crédito para a compra de moradia.
 
No caso da segunda medida, de aumento para até R$ 1,5 milhão para imóveis novos comprados com recursos do FGTS, projeções feitas pela Seplan (Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos), do Ministério do Planejamento, falam de um impacto de R$ 4,9 bilhões na economia neste ano.
 
De acordo com o próprio governo, essa medida poderá resultar em um acréscimo anual de saque de contas vinculadas do FGTS na ordem de R$ 490 milhões, o que possibilitará a comercialização de 4 mil unidades, com aumento estimado de 0,07 ponto percentual no PIB.
 
Estamos otimistas com os desdobramentos. Porque, à medida em que os juros caem, e com as linhas de crédito, ganhamos um ambiente ideal para a retomada das compras e investimentos no mercado imobiliário.
Uma notícia reconfortante, que certamente vai ajudar o pais superar seus desajustes políticos e econômicos, e olhar com esperança para o futuro.

Da redação

 
 
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