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Três temas
Jaime Leitão
14/03/2017 12h08
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1 - Manchete da Folha de S. Paulo, de anteontem, domingo, aponta: ‘Andrade indica propina em Tribunal de Contas Paulista’. Segundo um executivo e um ex-diretor da Andrade Gutierrez, a empreiteira pagava propina para que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo não apontasse problemas em obras, principalmente do Metrô. O ex-diretor afirmou que os sete conselheiros do Tribunal recebiam propina. O advogado de um dos acusados, Eduardo Bittencourt, nega que o seu cliente tenha recebido propina. Denúncia grave que precisa ser apurada com profundidade. Os demais conselheiros negaram ter recebido qualquer vantagem. O clima cada vez esquenta mais e as denúncias não estão restritas a um único Poder. Propina é uma das palavras que mais aparecem nos noticiários nos últimos tempos. E por um bom período deve continuar entre as mais citadas.

2 - A rodovia federal BR-163, com 189 km sem asfalto, representa uma das maiores vergonhas deste país. A rodovia liga o Mato Grosso a terminais portuários no Pará e, durante cerca de vinte dias, se tornou um imenso lodaçal, com quase 5.000 caminhões carregados de soja e outros produtos, a maioria alimentos. Com essa paralisação, tanto caminhoneiros quanto moradores passaram dias tenebrosos, com escassez de água e comida. Uma rodovia tão importante para o escoamento da safra de soja, milho e outras commodities deveria ter sido asfaltada há muito tempo. 11 navios deixaram de embarcar soja no porto, e o resultado é um prejuízo bilionário para produtores e empresários de transporte.

3 - O editorial do ‘Estadão’ de ontem, intitulado: ‘O verdadeiro legado de Lula’, foi contundente: “É este o verdadeiro legado de Lula — a pior recessão econômica desde 1948, quando o PIB passou a ser calculado pelo IBGE, e uma rede de corrupção sem precedentes, cuja voracidade por dinheiro público parece não ter deixado incólume sequer uma fresta do Estado Democrático de Direito”. Alguém poderá dizer: a culpa não foi do Lula. Foi de quem então? Do governo dele? Mas se o governo era dele, Lula não tinha responsabilidade sobre ele? A culpa pela recessão foi só da Dilma? Mas quem pôs a Dilma lá? Em outro trecho do editorial, lemos: “Cada vez mais enredado na teia da Operação Lava-Jato, Lula apressa- se em lançar sua candidatura à Presidência em 2018. Como lhe falta a substância da defesa jurídica bem fundamentada -tão fortes são os indícios de crimes cometidos por ele apurados até aqui, resta-lhe o discurso político como derradeiro recurso”.

E que discurso lhe resta? Ele vai argumentar, como sempre, que é vítima de um complô das elites e da imprensa, que nunca houve um presidente na história do país como ele, que tirou milhões de pessoas de uma condição miserável, e por aí afora.

Lula utiliza o seu discurso populista surrado para tentar a última cartada: voltar à presidência. Se isso acontecer, será o apocalipse.


Jaime Leitão

é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação


 
 
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