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Um marco regulatório
Marcelo Pelucio
31/03/2017 06h00
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Olhar, suspirar ou desejar demandam um certo grau de autocontrole e diversas crenças são mecanismos limitadores que influenciam a capacidade de exercê-lo. Muitas pessoas ficam irritadas quando o perdem; outras, se zangam em quase todo tipo de situação estressante.
 
Diferenciar os estados de excitação emocional e fisiológica, explicam o comportamento maduro num episódio de raiva e as opções trilhadas em contê-la para não agir com agressividade. Importante entender essa diferença: durante um assalto a atitude do ladrão é agressiva sob qualquer hipótese, sem a necessidade de estar zangado.
 
A maturidade, neste raciocínio amplifica a diferença entre os humanos. O pressuposto consiste na forma como os indivíduos gerenciam suas experiências cotidianas, as diferentes habilidades promovidas no desenrolar do tempo e mudança nos comportamentos.
 
Então, toda reação agressiva denota imaturidade?
 
Pode-se considerar agressão, qualquer comportamento dirigido a outrem que o impeça de protestar com liberdade e embutido com a intensão de causar dano. Portanto, a resposta será negativa apenas, se assaltar alguém for considerada uma postura madura. Compreende a íntima relação?
 
Fins de relacionamento, desemprego, concorrência, deslealdade, luto, falsidade...  São fatos que rondam o mundo real e trazem desafios nada triviais. 
 
Em quaisquer momentos como esses, encontrar o equilíbrio solidifica a estrutura psíquica ­ noutro lado, fomentar pensamentos, com foco único sobre os constantes obstáculos podem iniciar crenças sobre a impossibilidade de existir uma forma de assegurar estabilidade na vida.
 
Conforme as ferramentas que cada ser possui, suas capacidades de resolver problemas são amplificadas, as emoções reguladas e encontrar soluções para as situações mais perturbadoras se torna uma realidade. 
 
As questões culturais e o momento histórico permeiam a influência sobre as emoções expressadas. Processos psicológicos específicos diferem entre as culturas e conceitualmente, deixam suscetíveis os reforços das crenças individuais, devido ao contexto, provavelmente, também influenciam a formação do afeto. 
 
Porque certas crenças supostamente limitam o crescimento individual?
 
Em geral, o conjunto de crenças representa a verdade individual. Um ‘mundo interno’ em que a eficácia depende de quão antigas ou recentes, funcionais ou não e como foram desenvolvidas. Imagine a força regulatória de crenças disfuncionais surgidas na infância, enquanto o núcleo familiar funcionava como única referência. O nível de maturidade dos entes familiares naquela época, detém forças até hoje. Complexo, não?
 
A habilidade em conter emoções negativas está relacionada com as funcionalidades, ao mesmo tempo depende da forma como a positiva será codificada. 
 
As crenças são o ‘bem’ ou ‘mal’ para as criaturas e nem sempre podem ser entendidas, porque estão inseridas como programas de computadores dentro dos cérebros de cada um.
 
Teorias para tentar explicar esse assunto existem há pelo menos dois milênios, estruturadas e dirigidas começaram com Freud, quando sugeriu a existência do subconsciente. 
 
Um lugar que registra tudo e a todo tempo, mas ao suprimir as dores da existência ‘provoca’ experiências psicológicas que precisam de uma regulação adequada. 

Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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