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Uma atitude positiva
Marcelo Pelucio
17/03/2017 11h05
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Ilustração: Maria Luziano

Cooperação ou competição podem afetar o raciocínio de cada indivíduo. Participar de práticas cooperativistas muitas vezes melhora a interação social. Em situações cotidianas, auxiliar e experimentar as sensações na ‘pele’ do outro facilita entender os sentimentos alheios. 
 
Ao cooperar, uma porta se abre para as estruturas, mecanismos sociais e possibilita mudanças no ambiente. Ainda neste prisma, provoca a chance de alterar alguns comportamentos em diversos grupos. 
 
Atitudes certas elevam o patamar de civilidade enquanto pesquisas mostram evidências destrutivas no estímulo à competitividade entre os estudantes. Sem a competição exacerbada, recompensas surgem até mesmo nos momentos de recursos mais escassos. 
 
Estudantes aliando cooperação nos momentos de aprendizagem, mostram mais prazer nas suas atividades e influenciam seus colegas positivamente, parecem chegar a resultados interessantes por não os verem como adversários a serem superados.
 
A concorrência prejudica? Nem sempre. Segundo a Teoria da mente, através do espírito cooperativo “os caminhos na mente são abertos”, ficando mais fácil sintetizar os modelos mentais e prever os comportamentos na combinação certa. Aprender esta forma de ‘linguagem social’ composta, em partes, pela comunicação não-verbal desperta habilidades capazes de afastar o palco competitivo e ‘egocêntrico’. 
 
Concorrer é saudável se o foco for conciso e não tornar a disputa maior do que precisa ser. O modelo de buscar ganhos ao invés de tentar não perder, nutre talentos. Representações internas das crenças e regulamentos, quando são coerentes com à realidade externa, facilitam as interpretações e engajamento social. 
 
As modificações das estruturas do pensamento facilitam a aquisição do conhecimento, mas a desconfiança e o ceticismo desenvolvidos no mundo contemporâneo, devido a competitividade da vida moderna, causam ansiedade, prejudicam a autoestima e chegam ao ponto de atrapalhar a marca ancestral da espécie humana: o cooperativismo!
 
Como conquistar essas capacidades? Hipoteticamente, nascemos com elas. Os hominídeos descobriram nas estepes africanas e posteriormente em solo europeu as vantagens competitivas de viver em grupos, compartilhar, caçar e formar ‘clãs familiares’ expandidos. 
 
Utilize estratégias de regulação das emoções sem suprimi-las totalmente - isto faz mal a longo tempo. Demonstre segurança e utilize com responsabilidade as suas energias, seja gerente da confiança interna, eleve a motivação com mensagens essencialmente sinceras para flamejar o sentimento de reciprocidade e proporcionar novas conexões. Ser fiel aos outros exige, em primeira instância, fidelidade consigo mesmo. 
 
Utilizar ferramentas assim, apenas para os interesses individuais ou momentâneos, não serão reconhecidos pelos grupos sociais e raramente trarão resultados adequados. Aprimore seu raciocínio indutivo, coopere para produzir efeitos estabilizantes e sensação de proteção contínua. 
 
O esforço dirigido para pessoas e equipes, consiste em focar no respeito - viver bem demanda harmonia interna para atender as próprias necessidades ao mesmo tempo que serve aos outros. Para iniciar este ‘jogo’ coopere consigo mesmo.

Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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