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Uma busca incessante
Marcelo Pelucio
03/03/2017 18h39
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Humanos demonstram preferências pela novidade, interações com pessoas calorosas e amigáveis geralmente são positivas.

Embora existam percepções divergentes sobre o assunto, as mais diferentes culturas denotam interesse do observador em pontos comuns.

Ao longo das eras, o conceito sobre a beleza física muda constantemente.

Na peça artística mais antiga e conhecida — a Vênus de Willendorf, curvas generosas do corpo feminino retratam, em tese, como o belo era visto há 28 mil anos.

Para os gregos antigos, um dos pontos primordiais na formação do homem era treinar, competir e exercitar a força física.

No Renascimento, as proporções matemáticas do corpo foram enaltecidas e atualmente as formas esguias surgem com destaque. Manipular o físico, sem organizar a mente e os comportamentos, distancia o alcance da “perfeição” psicológica proporcionada pela estabilidade emocional.

O tônus muscular não se mantém os anos todos que um humano deseja viver, a beleza física além de subjetiva, está “presa” aos aspectos temporais e regionais. Corpo é apenas um ponto de interesse nas relações humanas.

O encantamento por outro indivíduo surge, neste sentido, de forma mais ampla e como uma dicotomia quando o “medo de perder” é comparado com as alterações sensoriais e nervosas que provoca no organismo.

Seres vivos buscam saciar as suas necessidades, o fornecimento de gratificações emocionais, no ser humano, fica “mergulhado” em campos muito “férteis” dos relacionamentos — como exemplo, existem casais que atravessam décadas sem declínio nas atividades e interesses comuns.

A psicofiosiologia, responsável pelo estudo dos comportamentos relacionados aos órgãos do corpo, levanta questões sobre a espécie humana nos seus estudos, junto à psicologia e neurociências, têm potencial para oferecer, no futuro, explicações mais claras, em termos anatômicos, funções cerebrais e endócrinas sobre um termo de senso comum — a “química” que envolve ambos os sexos e enriquece os relacionamentos de forma holística e volitiva ao decidir pela prática de uma ação. Experiências psicológicas sem precedentes são provocadas no esforço deliberado para fazer e experimentar coisas, tais como, elevar os pensamentos mais privados e trocá-los em frases, sorrisos num comunicador eletrônico ou sentado, “bonzinho” numa poltrona de cinema.

Caso não bastasse a dicotomia óbvia para certos comportamentos, sentir-se atraído será encontrado no paradoxo de querer, sem motivos aparentes, inteligíveis ou claros que impulsionam atitudes involuntárias e ações antes da análise apurada, apenas por quão bem faz olhar alguém especial novamente.

A amabilidade está relacionada com a satisfação e consideração pelo conforto de outras pessoas, as mulheres são mais propensas a encontrar ou “esticar” a verdade, a fim de proteger os sentimentos alheios.

Casais de namorados escondem as suas indiscrições recentes ou parte dos relacionamentos passados como forma de se proteger, sem necessariamente representar desonestidade dos parceiros. Em contraponto, amizades principalmente do mesmo sexo, provocam naturalmente, interações com confissões realísticas e falas mais sinceras.

Algumas pesquisas sugerem que pessoas acometidas de processos depressivos tendem a descrever a realidade com mais precisão, numa leitura paralela, enganam menos!

Seja como for, uma tarefa relativamente fácil é aprender a gostar das pessoas com quem se mantém interação frequente, porque as características comuns surgem e a proximidade tende a provocar maior domínio do mundo.

A influência positiva da conexão entre as pessoas provoca o surgimento de um processo de mimetismo que reforça e elicia a felicidade, enquanto a busca se transforma em “parada satisfatória”.


Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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