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Uma essência verdadeira
Marcelo Pelucio
24/03/2017 06h00
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A expressão ‘guerra dos sexos‘, quando surgiu, dava a impressão de se referir a algum tipo de debate dos sexólogos - feministas de um lado e porcos chauvinistas do outro. Ambos tentando convencer a todos, o lado certo das questões morais, sexuais, mundanas ou profissionais. 
 
O comportamento das mulheres, sobretudo nas metrópoles, mudou bastante nos últimos 50 anos e novos espaços foram conquistados. Algo faz sentido neste debate!
 
As disparidades entre mulheres e homens são tão grandes, que a simples inversão na escrita dos substantivos, apondo primeiro o delas nesta frase; talvez tenha soado estranhamente aos seus ouvidos. Independente do seu sexo, a leitura pode ter seguido a forma usual: homens e mulheres. (leia novamente) 
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Ilustração: Maria Luziano

Se fossem separados os impulsos naturais, difícil seria entender como elas nos suportam. Contraponto este raciocínio, sob os aspectos da personalidade, pensamento, liderança, capacidade, romantismo e sentimentos, não existe dissemelhança biológica e está refletida apenas no campo social. 
 
A ’guerra’, transcende estas expressões? Quais seriam os supostos interesses em influenciar as relações sociais?
 
No reino animal, segundo os cientistas, primatas chamados de Pan paniscus e conhecidos por Bonobos, habitam as florestas úmidas do Zaire, na África Central. São os ’primos’ mais próximos da espécie humana, organizam-se em sociedades matriarcais. Neste modelo, algumas fêmeas deixam o grupo natal e se inserem em outros.
 
Marcados pela coalisão das fêmeas, existem poucas disputas. As expressões faciais e posturas corporais são marcantes na comunicação entre os indivíduos e os elos são fortes. Andrew Whiten em seu trabalho acadêmico ‘Culture in chimpanzés‘, disse ‘gestos e estilos de manipulação dos objetos distintos para cada grupo social, persistem de geração em geração e são transmitidas horizontalmente através da aprendizagem social persistem de geração em geração e são transmitidas horizontalmente através da aprendizagem social. ‘
 
Seguindo este raciocínio, nos últimos dois milhões de anos, as mulheres ’perderam o controle’ da sociedade. 
 
Força e disputas aparecem intensificadas, com um olhar apurado, por exemplo no Monumento do Leão em Lucerna, Suíça, o escritor estadunidense Mark Twain, registrou ‘O mais triste e comovente pedaço de rocha no mundo‘, porque ostenta os horrores das guerras. O Arco do Triunfo tem 660 nomes de generais e combatentes das guerras napoleônicas inscritos nas suas colunas e poucos ao redor do mundo mostram a delicadeza feminina. Perceba como algo em essência parece estar perdido no período dominado pelos machos. Talvez a comprovação disto esteja nos clãs dos outros ’primos’, denominados Pan Toglodytes (chimpanzé comum), analogamente dominados pelos machos, nos quais a hostilidade e disputas é um fator dominante.
 
Aplicado nesta paisagem, significa que o sexo feminino parece possuir capacidades oferecidas pela natureza de ’controle reflexivo’, mas a incapacidade de superar a força bruta masculina nos últimos dois milênios, principalmente, traz agora consequências excessivas. As reações disto surgem mostradas pelos órgãos de mídia, na grande maioria, lutas distantes daquelas naturais por conquista de alimentos para a sobrevivência. 
 
Os sinais marcantes parecem demonstram a sapiência da natureza ao ’escolher’ o sexo feminino, como o responsável por gerar novas vidas - uma diferença indiscutível e fundamental com o sexo oposto. Além disto, cuida e semeia amor.
 
Nas últimas décadas, com toda a capacidade, contribui para a ’coleta de alimentos’ que chegam até as residências sob o formato contemporâneo de disputar os postos de trabalho e posições de destaque.

Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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