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A impermanência na vida
Alessandra Cerri
14/04/2017 06h00
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Já parou para pensar como tudo muda constantemente e, como o conceito da impermanência é verdadeiro? Será que tal entendimento pode nos auxiliar a viver melhor?
 
De acordo com esse conceito, nada é imutável ou dura para sempre e quando nos conscientizarmos disso entenderemos que a vida pode ser mais leve. Entenderemos que muitas coisas a que damos valor e gastamos grande parte de nossa energia como: dinheiro, juventude, status, poder e aparência, na verdade, são coisas que passarão e num determinado momento não nos servirão mais ou, simplesmente não as possuiremos mais. 
 
Podemos verificar a veracidade desse conceito também, analisando um grande estudo conhecido como blue zones (áreas no mundo com as maiores concentrações de pessoas longevas, acima de 100 anos). Esse estudo mostrou os pontos mais importantes para se ter longevidade e qualidade na velhice e, curiosamente, essas coisas tão valorizadas em nossa sociedade atualmente não entraram nessa lista. 
 
Esse estudo cita que a aceitação da velhice e as mudanças que ela determina como um dos principais pontos para se ter um envelhecimento bem sucedido. Essa aceitação está relacionada ao conceito de impermanência, pois a medida que entendemos e aceitamos que o passar dos anos implica alterações físicas e mudanças funcionais paramos de brigar com o tempo, seja por meio de exageros estéticos, seja por meio de negações ou lamentações e usamos nosso potencial de resiliência para viver a vida utilizando os recursos pessoais que temos. 
 
O referido estudo mencionou ainda a importância de se cultivar relacionamentos com amigos e familiares, ter o hábito de práticas que acalmem a mente, ter uma alimentação saudável, cultivar espiritualidade/crenças e, estar aberto a pequenas mudanças (não ser rígido consigo mesmo, com os outros e com os pensamentos).
 
Esse tipo de comportamento evita muito dos problemas emocionais que algumas pessoas enfrentam como depressão, ansiedade e medos à medida que percebem que existem algumas “brigas” impossíveis de se ganhar, como a briga contra o tempo.
Nossa sociedade imediatista, altamente tecnológica e exibicionista vive a vida em constante sentimento de perda de tempo, as informações correm em segundos e os níveis de ansiedade e depressão aumentam de maneira preocupante afetando nossa saúde e relações interpessoais. 
 
Valorizar o momento presente entendendo que ele não voltará, viver a vida não se apoiando em valores irreais e passageiros como poder, status e dinheiro é ainda a melhor maneira de se viver e encontrar a felicidade real, aquela que vem da valorização das pequenas coisas e momentos simples como apreciar uma boa conversa, estar (verdadeiramente e não só fisicamente) com pessoas queridas, abraçar, dar uma boa risada, encantar-se com paisagens etc. 
 
E aí? Pronto para aceitar esse conceito de impermanência e viver a vida mais intensamente, mais consciente e no presente? Permita-se! Namastê e até a próxima.

Alessandra Cerri

 
 
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