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A terra
José Faganello
25/04/2017 06h00
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“Se queres prever o futuro, estuda o passado” (Confúcio).
 
A Terra passou a ter a sua história pesquisada com maior interesse após a Revolução Industrial. A necessidade de se obter cada vez maior quantidade de matérias-primas de origem mineral, carvão, petróleo, materiais de construção e fontes de abastecimento de água, acabou por despertar outros interesses, como suas potencialidades, belezas e sua origem.
 
Cada rocha que aflorava, aspecto da paisagem, relato quer rupestre, ou qualquer nova descoberta, a partir das primeiras grandes civilizações em diante, tornaram-se importantes pistas, para melhor conhecer os primórdios de nossa pré-história. 
 
Este planeta menor, ligado a uma estrela comum, (o Sol), que, por sua vez, faz parte de uma galáxia entre milhões de outras, é o planeta em que vivemos. Seus habitantes sempre tiveram a veleidade de ser o centro do universo e confidente dos deuses. Os faraós egípcios afirmavam-se descendentes do deus Horus. Sargão I, rei acaidano da Mesopotâmia, intitulava-se “soberano dos quatro cantos da Terra”, isto a 2300 a.C. Os hebreus intitulavam-se e intitulam-se até hoje — “o povo escolhido”, e o Antigo Testamento está repleto de passagens que relatam como eles privavam do convívio, quase diário, com seu deus Javé. Os gregos acreditavam que os deuses do universo habitavam uma montanha mediana, o Olimpo, a uns 200 km de Atenas. A China, embora ocupada por hordas sucessivas de bárbaros, sempre conservou, orgulhosamente, o título de Nação Central. Boston, nos EUA, chegou a reivindicar a condição de Eixo do Universo. Hoje, a cada dia surge um profeta novo a reivindicar para si e para a igreja que ele cria o substabelecimento celeste, para ser o único representante das ordens divinas.
 
Essa pretensão de ser nosso planeta o centro do universo e a concomitante autoproclamação de sermos os reis da criação dá, a muitos, não apenas a sensação, mas a crença da onipotência. Talvez seja este o motivo de tornarmo-nos impiedosamente ambiciosos. Embora sejamos seres finitos, agimos como se fossemos imortais. Os faraós, cônscios de que eram deuses, faziam-se enterrar com suas riquezas para aproveitarem-se delas após a morte. Hoje, mesmo sabendo que nada poderá ser levado, para uma possível vida após a morte, luta-se desesperadamente para possuir cada vez mais. A dicotomia, entre os que conseguem e os que não conseguem obter bens materiais, é imemorial. 
 
Uma riqueza muito cobiçada é a terra. Quem possui vastas propriedades sempre foi considerado rico. A luta pela terra está pontilhada de alguns fatos que conseguiram aflorar, entre os milhares que não foram anotados pela história. Os irmãos Gracos em Roma; o genocídio americano; o saque colonialista contra a África e a Ásia; a epopéia de Emiliano Zapata etc. Muitos destes episódios foram escritos pelos que tinham poder e, como ditavam a história, ela sempre foi apresentada como um embate entre cidadãos e bandidos. Estas lutas, como milhares guerras de conquistas, são as incontáveis testemunhas da cobiça humana e do cinismo com que elas foram e são justificadas. 
 
Como concordar em pleno século 21, com tanta violência, por os mais variados ‘motivos’: religioso, ganância, preconceito, política, assaltos e, em nosso Brasil a desmedida corrupção.

José Faganello

é professor


 
 
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