,
Clique e
assine o JP
Televendas: 3428-4190
Classificados: 3428-4140
Comercial: 3428-4150
Redação: 3428-4170
Últimas notícias:
  • Silvio Santos ganha novas biografias
  • Na despedida, festival apresenta filmes vencedores
  • Com atraso, liminar sobre o transporte é cumprida

Abril Agosto
José Faganello
18/04/2017 06h00
  |      
ENVIAR     IMPRIMIR     COMENTE              
 
“Ousa dizer a verdade, nunca vale a pena mentir. Um erro que precise de uma mentira acaba de precisar de duas” (George Mencken)
 
Antigamente o primeiro de abril costumava ter a maior parte das pessoas pregando peças nos incautos com mentiras. Nem sempre eram só incautos que caiam, disseram que Tomás de Aquino, o autor da Suma Teológica, estava em seu quarto num primeiro de abril e um jovem monge bateu na porta e ao ser aberta esbaforido disse : “Tomás, Tomás, venha ver um burro voando” e lá foi Tomás, ao chegar foi acolhido por estrondosas risadas dos demais. Ao pararem de rir falaram é primeiro de abril, como foi cair nessa? Respondeu, achei mais fácil um burro voar do que um frade mentir.
 
Atualmente, talvez porque nossos maiorais apregoam suas mentiras ao tempo todo, as do primeiro de abril perderam a graça, enquanto as de agora trouxeram desgraças ao povo. Ao serem acusados mentem descaradamente que nada fizeram de errado.
Vejam o número detalhado dos perjuros: oito ministros, quarenta deputados, três governadores, 3 prefeitos e um ministro do TCU.
Na página A6 aparece Base aliada tem 65% de políticos investigados.
 
Para aqueles que gostam do mês de Abril, por variados motivos: Festejos da Páscoa, feriados, ventos do outono para varrer os miasmas e más notícias, comemoração da ressurreição de Cristo, que o Brasil está necessitando, pois sua economia está na beira da morte, eles os fãs de Abril, tiveram essa notícia do enquadramento de parte dos mentirosos oficiais que conseguiram ficar intocados até agora.
 
Hitler teve o desplante de dizer: “Quanto maior a mentira, maior a chance de ser acreditada”.
 
As dos enquadrados, dado o montante dos desvios, não poucos permaneceram em dúvida até 12 de abril, quando foram publicados os despachos do ministro Edson Fachin, que os havia assinados no dia 4 de abril.
 
Aconteceu o que Abrahão Lincoln previu: “nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito”.
 
George Mencken escreveu: “Ousa dizer a verdade nunca vale a pena mentir. Um erro que precise de uma mentira acaba por precisar de duas”.
 
Ao mesmo tempo em que fiquei contente com esse ato do ministro Fachin, estou preocupado para onde foram distribuídos os casos para as instancias inferiores.
 
Fiquei sabendo que as denúncias do Lava jato levarão 5,5 anos para serem julgadas. E que os pesquisadores da FGV avaliaram a duração no STF no final de 2022.
 
Agosto é um mês tido como aziago em muitos países. Cito alguns acontecimentos que originaram essa crença. No Agosto de 1572, Catarina de Médici, rainha francesa, decretou a matança dos protestantes. O ataque começou na madrugada do dia 23. Foi chamado de Noite de São Bartolomeu; esse massacre perdurou até outubro. Em 6 e 9 de agosto, morreram mais de 200 mil pessoas nos ataques americanos em Hiroshima e Nagasaki, destruídas pela bomba atômica. Mortes de famosíssimos: cinco de agosto, Carmem Miranda; 5 de agosto Marilyn Monroe; 16 de agosto, Elvis Presley; 31 de agosto, princesa Daiane, ao 36 anos. No Brasil, agosto também aprontou: em 24 de Agosto de 1954, estava no primeiro colegial, o presidente Getúlio Vargas disparou uma bala no coração. Em 25 de agosto de 1961, Janio Quadros presidente eleito com estrondosa votação, renunciou o cargo após seis meses de gestão, deixando o Brasil à beira de uma guerra civil.
 
Em 22 de agosto de 1976, Juscelino Kubitschek morreu em um acidente de carro na Via Dutra, na altura do Km 165. Espero que o próximo agosto não traga nada de ruim para nosso povo, mas que seja dado ordem de prisão aos que roubaram o país, afetando cruelmente nossa Nação, que, na realidade de Lula para cá que governava era Emílio Odebrecht. Ele transformou o Brasil numa Capitania Hereditária, com o agravante de os presidentes serem dependente dele.

José Faganello

é professor


 
 
Voltar

Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

  • Seja o primeiro a comentar