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Dilemas do feriado
Jaime Leitão
12/04/2017 06h00
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Feriado prolongado, como é o caso da Semana Santa, convida milhares de pessoas a seguir rumo ao destino que mais atrai: praia. Não a mim, já que não suporto trânsito excessivo nas pistas, com direito a ficar horas parado ou quase, esperando a vez de seguir em frente. Quem se aproveita nesse período são os ladrões. Esses fazem a festa. Arrastão é um prato cheio para eles. Ainda mais com milhares de carros dando sopa, com passageiros enviando mensagem pelo smartphone, sem se lembrar do perigo que isso representa.
 
Quem gosta de praia, e tem a sua casa ou apartamento em um local aprazível, de preferência, com vista para o mar, não quer nem pensar em ladrão, em arrastão, em risco, quer mais é relaxar. Relaxar como?
 
Não dá para ignorar que deixar a casa por alguns dias, quando não se reside em apartamento ou condomínio fechado, representa um risco, já que os bandidos que não foram para a praia aproveitam a casa vazia e fazem a operação “limpa”, sem receio que algum vizinho veja e chame a polícia porque os vizinhos também viajam ou ficam dentro de casa, trancafiados, enquanto os criminosos “surfam” pela cidade, leves e soltos.
 
Conheço pessoas que, quando viajam, tomam as mais diversas providências: contratam segurança, cão de aluguel, além das câmeras , cerca elétrica e outros recursos. Li um dia desses que em algumas cidades já estão oferecendo gansos de aluguel para ficar na casa enquanto os moradores viajam. Só que não adianta tomar todo esse cuidado e na praia ficar enviando mensagens no whatsapp, sem imaginar que daqui a pouco aparecerá um ou vários ladrões prontos para atacar e furtar o aparelho que custou caro.
 
Pior ainda é quando há violência e reação do assaltado. O risco aí é maior. Viajar é ótimo, sair da rotina também, mas infelizmente vivemos em um país em que a segurança é mera ficção, está muito longe de ser realidade. Por mais cuidados que se tenha, não dá para se sentir tranquilo diante dos assustadores  números da violência. Seria muito bom se não fosse assim, mas, infelizmente, vivemos sempre assustados, acuados, sem direito à paz em dias que deveriam ser para descanso, descontração e não preocupação constante. Como relaxar tendo que olhar para os lados sem parar para observar se não há alguém se aproximando já em posição de ataque? Não é paranoia, mas a constatação de que não adianta pagar altos impostos que teoricamente nos garantiriam um ir e vir sem sobressaltos. Na prática, a sensação é de insegurança extrema. Não estou exagerando. É o que acontece.
 
Quanto mais concorrida for a praia, maior o risco. E não só no Rio. No litoral de São Paulo, por mais policiamento que haja nesse período, as ocorrências costumam aumentar muito, o que é lamentável.

Jaime Leitão

é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação


 
 
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