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Negócios remodelados
Paulo Skaf
19/04/2017 17h31
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José Silva, dono de uma oficina mecânica na capital paulista, está comemorando. Faturou em janeiro 14% a mais que um ano atrás. Foi o segundo mês seguido de aumento da receita. Contas fechando no azul, José está mais otimista, acreditando que nos próximos seis meses a economia vai continuar melhorando e sua empresa também. Algo que ele nem pensava em janeiro do ano passado, mês em que teve um dos maiores rombos do caixa, desde 2000, ano que iniciou sua empresa.

Se este quadro realmente se confirmar, o empresário pensa até em investir em 2017 para modernizar o negócio e ampliar a capacidade de atendimento. Afinal, conquistar mais clientes e cativar os que já fazem parte de sua cartela é o horizonte a médio prazo desta oficina.
 
A história do José representa, na média, o que aconteceu com os 3 milhões de donos de pequenos negócios paulistas em janeiro deste ano, quando faturaram R$ 45 bilhões, quase R$ 2 bilhões a mais que um ano atrás. Dois meses consecutivos de caixa no azul já permitem respirar melhor e fazer planos, caso a tendência de melhora do desempenho se confirme.
 
É o que aponta a mais recente pesquisa do Sebrae-SP realizada com donos de micro e pequenas empresas: 21% afirmaram que pretendem investir em 2017 na modernização do negócio, ampliação da capacidade produtiva, capacitação dos funcionários e no marketing.
 
Alguns podem pensar que essa turma é otimista demais, está colocando os carros na frente dos bois. Prefiro defini-los como arrojados e conectados com as tendências mais inovadoras do mundo empresarial. 
 
Com os pés no chão, correndo riscos calculados, sabem que é hora de buscar alternativas e oportunidades; é hora de redefinir os negócios. Afinal quem conseguiu atravessar uma temporada de 23 meses no vermelho, com todo engessamento burocrático e tributário, e chegou até aqui minimamente saudável, tem conhecimento, experiência e determinação suficiente para inovar e trilhar esse caminho sem volta.
 
Os especialistas dão algumas dicas do caminho a seguir: não pense no produto, mas no que o cliente quer; use a tecnologia para resolver seus problemas de gestão, produção e seu olhar e experiência para definir novas estratégias e encantar os clientes.
 
Mas sabemos que nem tudo depende única e exclusivamente do empresário; para gerar resultados realmente positivos, o ambiente para empreender também precisa ser saudável. 
 
Por isso, estão em curso dois grandes movimentos para aplainar as montanhas formadas pelos excessos de burocracia e tributação.
 
A partir do próximo 5 de maio vai entrar em atividade na capital paulista o Empreenda fácil, programa que vai viabilizar a abertura de uma empresa em até sete dias, num primeiro momento, em cinco dias na segunda etapa e em dois dias na fase final. Hoje são 101 dias para concluir o processo, que joga para a informalidade centenas de milhares de empreendedores. O Sebrae é parceiro da prefeitura de São Paulo nesta iniciativa. 
 
E proposta de reforma tributária que transita no Congresso Nacional tem nosso apoio, aproveitando a expertise adquirida na elaboração do Simples Nacional. E vamos além, investindo R$ 200 milhões na criação de dez sistemas que vão diminuir a complexidade e o tempo gasto no cumprimento das obrigações tributárias, fatores que não estimulam o crescimento e conspiram contra a vitalidade de nossa economia. 
 
É assim, seguindo exemplos como de José Silva e milhões de outros empreendedores, que o Brasil vai ser remodelado. E para melhor.

Paulo Skaf

É presidente Sebrae-SP.


 
 
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