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Rotas incorentes
Francisco Ometto Júnior
08/04/2017 14h49
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Os mais variados motivos para os “entraves” que acontecem entre as pessoas - num mundo cada vez mais “interdependente” - estão bem distantes dos que parecem ser. Isto porque a base deles está na origem e não na consequência, ou no fato em si. Entretanto, a humanidade insiste em focar as consequências... Tempo e energia mal utilizados, por pessoas e empresas. Teorias e conceitos espetaculares surgem a todo momento, mas os passos seguintes são recheados de rotas incoerentes...
 
Infelizmente, nós, seres humanos, ainda temos dificuldade de entender o real sentido da palavra “heterogeneidade”, seja na esfera pessoal quanto na profissional. E quanto se perde por causa disso! Vamos aos fatos.
 
É importante que se trate do valor da individualidade e de que nenhum ser humano deve tentar ter o controle sobre o que a outra pessoa faz ou pensa. Correto, isso é respeito e liberdade. Considere-se ainda que o próprio desenvolvimento da história da humanidade já nos deixa isso claro. Atraso, perdas, problemas e prejuízos dos mais diversos, sendo que as comprovações atuais estão estampadas na internet, nos departamentos de empresas, nos relacionamentos, nos noticiários das mais diversas mídias, etc. E observe como o foco sempre cai sobre as consequências ou sobre o óbvio (será que é porque chama a atenção? Gera “audiência”?...) Imagine, então, o atropelo que isso causa na agora famosa e chamativa “interdependência”. Paradoxos?
 
Precisamos ser menos “informantes” e mais “conhecedores”. Informação é bem diferente de conhecimento. Vemos muita gente se propondo a tratar do óbvio e do superficial sem realmente “entrar no detalhe”, ir além, visando colaborar na construção de algo superior, ou melhor. É isso que faz a diferença e muda qualquer coisa. É disso que a humanidade carece.
 
Neste momento me vem uma frase inspiradora do genial Steve Jobs, que ajuda a esclarecer este assunto: “As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas”. Que profundidade tem essa frase! Em primeiro lugar, precisamos entender e respeitar que existem sim pessoas que sabem o que querem, mas temos também pessoas que podem estar perdidas, desencontradas, sofrendo influências negativas ou precisando que algo seja mostrado para elas, com respeito e sem invasão. Temos muita gente nessa situação e grande parte já adquirindo sérios transtornos e doenças emocionais, ou então péssimos resultados em suas vidas, pessoal ou profissionalmente falando. Querer e saber mostrar o que as pessoas precisam é amar. Mas repito: querer e saber. Por isso é fundamental também refletir sobre quem te ajuda de verdade. Ou já ajudou... Quem lhe vem à mente? Avalie o que realmente vai agregar a você. Às vezes nos deixamos levar por algo que até mexe conosco, mas, na realidade, não acrescenta ou constrói o que realmente precisamos. 
 
Costumo alertar sobre a importância estratégica de duvidar sempre, não aceitando as coisas simplesmente como elas surgem e também não poderia terminar este artigo sem abordar quem deve estar no comando do assunto de hoje: o amor. E quanto mais o mundo fala dele, menos ele é sentido e demonstrado em sua verdadeira concepção. Rotas incoerentes...
 
Jung abrilhanta de maneira sábia este raciocínio com sua famosa frase, que precisa ser melhor entendida: “Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro”. 
 
Quando você ama de verdade, quer o melhor para o outro. Há o desejo de ajudar, descobrindo necessidades. Você não teoriza, é todo e não parte. Você não é omisso, compreende e, por consequência, perdoa de coração. Você não passa informações e sim conecta conhecimento, com respeito. Vamos além por amor! E o poder? O poder é o inverso do amor, ou seja, é dominar, diminuir, escravizar, enrolar, enganar. É satisfação temporária e superficial e é o que mais vemos por esse mundo afora. Amar verdadeiramente, não com palavras, mas com atitudes e exemplos, é ir a fundo no mais puro e verdadeiro sentido da evolução, consigo mesmo e com o Universo. Rota coerente.
 
Você ama ou se apodera? Recebe amor ou domínio?

Francisco Ometto Júnior

É professor e psicanalista


 
 
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