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Um ninho seguro
Marcelo Pelucio
14/04/2017 06h00
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O envelhecimento é um processo inato, no decorrer do tempo, mudanças hormonais, cognitivas e físicas ocorrem em todos os organismos. Avanços da medicina e qualidade de vida promovem longevidade. A velhice é consequência delas e fenômeno global. Nas projeções recentes, surgem números sem precedentes de indivíduos que necessitarão da dedicação de longo prazo.
 
Um caldeirão de emoções negativas, supostamente compõe o período crítico advindo da fase senil, sob o ‘embalo’ das influências externas, limitação dos recursos financeiros, restrições físicas e retraimento social ou solidão. 
 
A espécie humana ao adquirir a autoconsciência, deu origem a responsabilidades mais complexas entre os grupos sociais e reações orgânicas distintas das encontradas na natureza. 
 
Apatia, tristeza, ansiedade e baixa autoestima acompanham essas diferenças advindas no transcurso da idade e provocam perda contínua das capacidades cognitivas. Dois tipos distintos ficam evidenciadas: nas cópias ‘defeituosas’ das células e ‘falhas’ funcionais dos órgãos sensoriais que alteram a estabilidade psíquica. 
 
Quando o assunto está focado na atenção aos bebês, causa contentamento generalizado, por outro lado, os deveres para com os idosos geram estresse, preocupações e pressões que afetam diretamente o bem-estar psicológico dos seus zeladores. 
 
Voltando um pouco, na época da Roma antiga, seres humanos não passavam de 300 milhões, ao iniciar o século 19, chegou no primeiro bilhão e previsões mostram 10 bilhões em 2050. Em apenas 40 anos acontecerão três bilhões de nascimentos. A explosão demográfica lançou desafios emergentes, um deles, consiste na reaproximação das diversas faixas etárias.
 
Na maioria dos países, regiões e culturas, a falta de aconselhamento e preparação psicoeducacional para as atividades do ‘cuidar’, causam dissabores, seguidos de problemas físicos, psicológicos e emocionais.
2012, foi o ano do Envelhecimento Europeu, a cidade espanhola de Salamanca, percussora do projeto denominado ‘Envelhecimento Ativo e Solidariedade Intergeracional’. Estratégia interessante, no cerne das práticas, procuram antecipar aos jovens o entendimento sobre o convívio harmonioso das diferentes gerações. 
 
Os criadores do projeto, além de fornecerem base para a formação moral, investem no estímulo de serem companhias não remuneradas. Valorizam a vitória da humanidade, falam sobre a potencialização do “patrimônio imaterial”, representado pela contribuição dos longevos. Acreditam que os impactos educacionais causados na juventude, os aproximarão de novos papeis no ‘teatro vivencial’. Uma visão aberta para a vasta gama de tarefas, precauções necessárias à assistência nas atividades diárias, ajuda domiciliar, transporte, apoio emocional e social para fomentar, teoricamente, gentileza e aptidão na postura de contribuir com a cidadania plena.
 
No futuro, porventura saberão cuidar dos mais velhos e dependentes, próximos ou não; criarão mecanismos, tais como, conciliar a ‘carga’ de atribuições e o estilo de vida privada, social e profissional. 
 
Uma boa expectativa!
 
Em resumo: se forem considerados os quadros expostos acima, leitos hospitalares significam parte ínfima das necessidades humanas, inveterar traz situações de vulnerabilidade reais e numerosas. 
 
O bem-estar psicológico deriva da oportunidade relacional. O homem nasce dependente, recebe cuidados, conquista e expande o seu ‘mundo’ e depois... Vive o encurtamento, até voltar novamente à dependência total, encerrando o ciclo. 
 
Construa desde agora, fortes vínculos afetivos. Tome medidas, auxilie pessoas acometidas de fatores limitantes e prepare seu ‘mundo’ do ‘amanhã’. O futuro chega, logo ali...

Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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