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Uma dose regular
Marcelo Pelucio
19/04/2017 14h00
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A expressão ‘meio ambiente’, em tese, sugere a representação fixa da natureza, porém, tudo que se conhece no universo sofre transformações contínuas.

As forças físicas, mudanças químicas e biológicas, além de tantos outros fatores, provocam efeitos sobre os organismos.

Tantas modificações, forçaram a ‘engenharia da vida’ desenvolver estratégias eficazes para diferenciar o estado de ‘caos’ externo, em face do equilíbrio interno necessário.

Todo corpo precisa de condições estáveis para se manter vivo, as enzimas, por exemplo, somente catalisam reações químicas quando encontram um meio invariável.

Poderes exteriores agindo contra o interior das criaturas acarretou o surgimento da ‘homeostase’, um termo concatenado de dois radicais gregos e tradução próxima de “ficar na mesma”.

No dicionário Houaiss, homeostasia significa “processo de regulação”.

Considerando as circunstâncias expostas, uma dedução possível está centrada em que, os fatores estressores são comuns a todo ser vivente.

Cada espécie, dentro delas, seus indivíduos, de acordo com a idade e genética respondem de maneiras diferentes.

O ser humano, em específico, apresenta quadros de estresse adaptativo com cargas diferentes sobre a saúde.

A relação biopsicossocial composta por causas biológicas, genéticas, psíquicas e socioculturais influência as respostas frente ameaças incessantes.

A Psicologia Social busca compreender as causas do comportamento individual em diversos cenários, amplifica o olhar apurado dessas questões e contribui no entendimento acerca dos grupos comportamentais: verbais e não verbais, de conformidade, agressividade ou preconceito.

Trabalhos científicos explicam um pouco sobre o tema, os estudos nas áreas de psicologia cognitiva, neurociências e as aplicações clínicas têm oferecido doses regulares de novidades.

Desde o nível molecular até as questões estruturais, lidar com as situações e encontrar refúgio sempre será válido, por ser essencial à sobrevivência, aprenda refutar o estresse exacerbado. Prevenir o desenvolvimento de doenças crônicas relacionadas as situações estressoras, persistentes e insalubres demandam aprendizagem de novos recursos psíquicos, desafios facilitadores para a conectividade cerebral.

A resiliência como capacidade de perdoar é um bom modelo para a análise.

A exposição aos aspectos tensionais quando somados as adversidades enfrentadas no relacionamento coletivo, ativam vários campos cerebrais.

As diferenças e estereotipias das atitudes passam por numerosos elementos, destacados aqui pela elevação dos níveis de cortisol, noradrenalina e adrenalina.

O caráter cumulativo ou crônico desse ‘bombardeamento’ hormonal passa a ser tóxico.

Os riscos ficam potencializados, contribuem para o armazenamento de gordura, causam depressão, problemas cardíacos, hipertensivos, atacam o sistema imunológico...

E perdoar parece ser um ‘remédio’ contra o estresse agudo causado pelo convívio cotidiano em sociedade, um estilo tolerante e pacificador dos relacionamentos interpessoais, apoiado na regulação emocional, provido de gentilezas e práticas morais adequadas tendem a minimizar as perturbações.

A opção feita pelos humanos demanda esse talhe de “sabedoria”.


Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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